Tarcísio de Freitas: “Ninguém está acima da lei”

Em uma visita às obras da Linha 2-Verde do Metrô, na Zona Leste de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se manifestou sobre as recentes controvérsias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração veio à tona em resposta a perguntas sobre o que o presidente do STF, Edson Fachin, deveria fazer diante das revelações sobre o caso.

Tarcísio enfatizou a importância do devido processo legal, afirmando que “não podemos partir do pressuposto que aconteceu isso ou aquilo”, e ressaltou a necessidade de uma investigação apropriada. Para ele, todas as autoridades, incluindo o presidente da República e ministros do STF, devem responder às leis do país.

“Havendo responsabilidade, ninguém está acima da lei”, destacou o governador, reiterando que a justiça deve ser aplicada igualmente a todos, independentemente de cargo ou posição.

Crítica ao STF e à confiança nas instituições

O governador também falou sobre a atual situação do STF, classificando-a como “sob suspeição” e “muito grave”. Tarcísio alertou que a confiança nas instituições públicas só poderá ser restaurada por meio da transparência e da responsabilização. “A confiança nas instituições não vai ser recuperada nem com silêncio e nem com corporativismo”, afirmou, defendendo que a sociedade merece uma investigação minuciosa.

Menções em conversas e a campanha eleitoral

Durante a entrevista, Tarcísio foi questionado sobre sua menção nas conversas entre Moraes e Vorcaro. Segundo as mensagens reveladas, o ministro teria demonstrado desconforto com a atenção recebida pelo governador em um evento que não ocorreu em Londres. Tarcísio negou qualquer envolvimento e afirmou que não recebeu convite para o evento, declarando: “Não iria mesmo”.

Quando indagado se a ligação de membros do governo Jair Bolsonaro (PL) com Vorcaro poderia afetar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, Tarcísio voltou a criticar o Partido dos Trabalhadores (PT), sugerindo que eles também precisam dar explicações sobre suas ações no contexto das revelações. “Essas pessoas têm que prestar esclarecimentos”, enfatizou.

O governador concluiu ressaltando que sua própria campanha não está relacionada às polêmicas atuais, reafirmando sua posição de que “não temos nada a ver com isso”.