O candidato à Presidência da República, Renan Santos, do partido Missão, declarou em um vídeo publicado nas redes sociais que desobedeceu a uma decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que suspendia sua propaganda eleitoral. A declaração foi feita na noite de terça-feira, 1º de setembro de 2026.

A suspensão da campanha de Santos foi determinada no dia 30 de agosto, após o ministro identificar 16 perfis em redes sociais que não foram informados no pedido de registro da candidatura. Esta medida incluía o bloqueio de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e a proibição de participação em debates eleitorais.

Na quarta-feira, 2 de setembro, após avaliar as informações apresentadas pelo TSE e pelo próprio candidato, Toffoli retirou as restrições, permitindo que Santos retome sua propaganda e participação nas atividades eleitorais. No vídeo, Renan revelou que recebeu conselhos de políticos e advogados para não entrar em conflito com o Supremo Tribunal Federal (STF), mas decidiu seguir seu próprio caminho.

“Eu desobedeci e continuarei desobedecendo, porque em um país onde a justiça é injusta, devemos agir conforme nossa consciência e nossos valores”, afirmou Santos, reforçando sua posição de resistência.

Durante a vigência da suspensão, o candidato também convocou uma coletiva de imprensa, na qual criticou abertamente Toffoli, mencionando sua suposta participação em um escândalo relacionado ao Banco Master. Santos alegou que não reconhece o ministro como parte do STF e anunciou um pedido de impeachment tanto de Toffoli quanto do ministro Alexandre de Moraes.

Além disso, Santos questionou várias decisões do STF, incluindo a liberação de um condenado a 120 anos de prisão e a derrubada do sigilo de fontes. Ao encerrar seu vídeo, ele fez um apelo emocional aos eleitores, enfatizando que as eleições vão além de propostas, tocando em temas como caráter e resiliência diante das adversidades.

A decisão de Toffoli em suspender a campanha de Renan foi fundamentada na falta de informações sobre as contas de redes sociais, que foram apresentadas pelo partido apenas 12 dias após o registro da candidatura, feita em 7 de agosto. O ministro havia argumentado que as medidas cautelares eram necessárias para salvaguardar os dados enquanto o caso estava sendo analisado.

Com a decisão de suspender as restrições, Toffoli afirmou que a finalidade das medidas foi completamente atingida, permitindo que Renan Santos retome suas atividades eleitorais normais. A Procuradoria Geral Eleitoral foi informada e pode manifestar sua posição dentro de 24 horas.