No último dia 28 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou sobre sua participação na sabatina da TV Globo, ocorrida um dia antes. Em uma coletiva a jornalistas em Salvador, o presidente afirmou que não tem do que reclamar sobre o comportamento da imprensa, mesmo após críticas a uma das perguntas feitas pela jornalista Renata Vasconcellos.

Durante a sabatina, Lula foi questionado sobre a dívida pública e a gestão fiscal do governo. O presidente expressou sua expectativa de que uma profissional da "qualidade e competência" de Renata pudesse ter abordado o assunto de forma mais distinta. "Não reclamo do comportamento do jornalista porque ele está lá para falar de coisas que eles querem que sejam feitas, não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que o jornalista vá fazer perguntas pra me agradar", declarou Lula.

O evento foi parte de uma série de entrevistas com os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de opinião, promovidas pela emissora. A rodada de sabatinas, que começou no dia 24 de agosto, inclui seis candidatos e termina no dia 29 de agosto.

Contexto das Sabatinas

A série de entrevistas da TV Globo visa proporcionar uma plataforma para que os candidatos expõem suas propostas e respondam a questionamentos sobre suas gestões passadas e futuras. As sabatinas são exibidas após o “Jornal Nacional”, mas não fazem parte da programação regular do telejornal. Entre os candidatos entrevistados estão Romeu Zema (Novo), que abriu a sequência, e Augusto Cury (Avante), que encerrará as entrevistas.

Lula em Campanha na Bahia

Durante sua visita a Salvador, Lula participou de uma caminhada ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), no Largo do Guarani. O evento também contou com a presença de outras figuras políticas, incluindo a primeira-dama Janja da Silva e candidatos ao Senado, como Rui Costa e Jaques Wagner.

Relevância do Debate Público

A postura de Lula em relação à imprensa reflete a importância do debate democrático e da imprensa livre em um cenário eleitoral. Ao afirmar que não espera perguntas que o agradem, o presidente sublinha a necessidade de um diálogo aberto e crítico entre políticos e jornalistas, essencial para a transparência e a responsabilidade pública.