Na última sexta-feira, 28 de agosto de 2026, o ex-governador de Goiás e candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou que irá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação do sigilo dos inquéritos que apuram fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Banco Master.

Em entrevista concedida a jornalistas na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Caiado enfatizou a importância da transparência nas investigações, declarando: "Como candidato, quero pedir ao STF que reveja sua posição e libere todas as informações que existem sobre os escândalos do INSS e do Banco Master para que a sociedade não seja enganada votando em pessoas que não tenham condições de comandar o Brasil".

O candidato do PSD também se comprometeu a utilizar seu tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que soma 2 minutos e 2 segundos em cada bloco, para expor suas propostas e a forma como pretende atuar, reforçando que tem "muito a mostrar e nada a esconder".

Posição sobre a escala de trabalho 6x1

Durante a entrevista, Caiado também foi questionado sobre a proposta de acabar com a escala de trabalho de seis dias com um de descanso, conhecida como 6x1. Ele se mostrou favorável à mudança, afirmando que "jamais me coloquei contrário ao fim da escala 6x1" e que a população deve ter o direito a jornadas de trabalho mais curtas.

No entanto, o candidato expressou preocupações sobre a votação dessa proposta em ano eleitoral, destacando a falta de diretrizes para pequenas e microempresas. "O que eu disse foi que uma decisão como essa não pode ser tomada no apagar das luzes de um governo envolvido com tanta corrupção e querer iludir a sociedade brasileira com uma situação que as pessoas sabem – quem é que mais gera emprego no Brasil? Pequenas e microempresas, empresas individuais. Como presidente, buscarei uma alternativa para eles", afirmou Caiado.

O posicionamento de Caiado reflete a crescente demanda por transparência e ética na política brasileira, especialmente em um cenário de desconfiança popular em relação às instituições e seus representantes.