O ex-sargento da Polícia Militar de Goiás, Matusalém Silverio da Silva, se apresentou à polícia após ser identificado como um dos suspeitos de participar de uma chacina que resultou na morte de quatro pessoas em Formosa, Goiás, no dia 11 de agosto. Em uma declaração, ele argumentou ter agido em legítima defesa.
No dia seguinte ao incidente, Matusalém, juntamente com seu filho e um irmão de criação, se apresentou ao Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) da cidade. Antes de se entregar, o suspeito gravou um vídeo no qual afirma que a sua reação foi provocada por tiros disparados por ocupantes de uma camionete que se aproximavam de sua residência.
“Meu filho me ligou, dizendo que estava sendo seguido por homens de São Paulo e chegou em casa em estado de desespero. Em seguida, meu irmão de criação também chegou, e logo depois veio a camionete. Quando saí para ver o que acontecia, ouvi disparos, e a munição passou muito perto da minha cabeça. Por isso, reagi”, declarou Matusalém.
De acordo com o delegado José Antônio Sena, que está à frente da investigação, nenhuma hipótese está sendo descartada, incluindo a possibilidade de que as vítimas tenham sido alvo de uma emboscada. Ele também revelou que uma pistola foi encontrada ao lado de um dos corpos, e a polícia vai verificar se a arma realmente pertence a uma das vítimas ou se foi colocada lá intencionalmente.
Um vídeo de segurança, que registrou o momento em que os ocupantes da camionete foram recebidos a tiros antes de estacionar, pode fornecer informações cruciais para a investigação sobre a dinâmica do tiroteio. Os mortos foram identificados como Gustavo Aurélio e André Ferreira, ambos de Casa Branca, São Paulo, e Luiz Antônio Rodrigues, conhecido como “Nego do feijão”, juntamente com seu sobrinho Gustavo Fernandes, que residiam em São João da Aliança, Goiás.
A motivação do encontro entre as partes está relacionada a uma dívida de R$ 250 mil, que os quatro homens supostamente estavam cobrando do filho do ex-policial, referente à compra de um caminhão prancha.
A situação levanta questões sobre a legitimidade da defesa apresentada por Matusalém e o contexto da violência que se instalou na região. As investigações continuam e mais detalhes sobre o depoimento dos suspeitos que se entregaram ainda não foram divulgados.




