Em meio a agendas de pré-campanha no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (21), o senador Flávio Bolsonaro (PL) delineou as diretrizes do que pretende adotar como política externa caso seja eleito presidente da República. Em conversa com a imprensa, o parlamentar ressaltou a intenção de conduzir o diálogo com a China de maneira estritamente pragmática sob a ótica econômica, visando o crescimento nacional e a geração de oportunidades.
Segundo o parlamentar, a diplomacia brasileira não deve se prender a divisões geopolíticas ou escolhas ideológicas restritivas. A prioridade, de acordo com o senador, será a consolidação de parcerias com nações dispostas a injetar capital produtivo no país e promover a transferência de tecnologias essenciais para a modernização da infraestrutura e da indústria nacional.
Pragmatismo econômico e atração de capital
Durante a sabatina com jornalistas locais, o representante do Partido Liberal enfatizou que o Brasil precisa se posicionar de forma aberta e soberana no cenário global, mantendo canais comerciais fluidos com os maiores atores do comércio internacional.
"A gente não tem que escolher um lado, a gente tem que estar junto com todas as nações que sejam desenvolvimentistas", declarou o senador, reforçando a premissa de que a atração de investimentos estrangeiros diretos deve se sobrepor a alinhamentos doutrinários no campo internacional.
Críticas à diplomacia atual e potencial agroenergético
Ao avaliar a condução diplomática do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro teceu críticas ao posicionamento geopolítico da atual gestão. O parlamentar sustentou que a diplomacia brasileira precisa reorganizar suas prioridades para alavancar o protagonismo do país nos setores de produção agrícola e matriz energética.
De acordo com o candidato, o Brasil reúne condições ímpares para assegurar não apenas a estabilidade interna do abastecimento, mas também a segurança alimentar e energética global. Entre as nações e blocos prioritários para parcerias e acordos bilaterais, o parlamentar destacou um amplo leque geográfico:
- China e Estados Unidos: Potências econômicas fundamentais para o comércio exterior brasileiro;
- Oriente Médio e Israel: Polos de atração para cooperação tecnológica, inovação e aportes financeiros;
- América do Sul: Reaproximação pragmática com vizinhos estratégicos como Argentina e Paraguai.
O senador concluiu suas declarações afirmando haver uma expressiva expectativa de investidores estrangeiros quanto ao futuro político do Brasil, prevendo que uma mudança na chefia do Poder Executivo será determinante para destravar novos fluxos de capital internacional para a economia brasileira.