Advogado de Bolsonaro assume caso de ex-sócios da fintech Naskar

O renomado advogado Celso Vilardi, conhecido por sua atuação na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi designado para representar os três ex-sócios da fintech Naskar Gestão LTDA. Os acusados, Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, estão sob custódia e enfrentam graves acusações de desvio de cerca de R$ 900 milhões de mais de 3 mil clientes em todo o Brasil.

Na semana passada, Vilardi protocolou um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso já foi distribuído e será analisado pelo ministro Carlos Pires Brandão da Sexta Turma, embora a data do julgamento ainda não tenha sido revelada.

Histórico e Allegações

Os ex-sócios estão detidos desde 22 de julho, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em São Paulo. A Naskar, que se posicionava como uma fintech, tinha sua sede inicial no Distrito Federal, mas estava registrada em São Paulo na época dos eventos. A empresa prometia retornos financeiros de 2% ao mês, atraindo clientes com promessas que superavam os rendimentos do mercado convencional. Entretanto, a situação se agravou em maio, quando os pagamentos começaram a falhar e os clientes foram deixados sem respostas.

José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, fez fama como atleta de vôlei e apresentador, acumulando uma carreira de 20 anos na ESPN Brasil. Já Marcelo Liranco Arantes possui interesses em outros negócios, enquanto Rogério Vieira dirige duas companhias no setor financeiro.

O Foragido e o Esquema de Fraude

O atual proprietário da Naskar, Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, permanece foragido em Dubai após ser acusado de liderar um esquema de fraude que envolveu a compra da fintech por R$ 1 bilhão. Ele transferiu a titularidade da empresa para sua avó, uma mulher de 77 anos com Alzheimer, antes de fugir do país. A prisão preventiva de Douglas foi decretada em julho, duas semanas antes de sua viagem aos Emirados Árabes.

As investigações conduziram à prisão de seis indivíduos ligados ao esquema, e a Polícia Civil de Minas Gerais identificou a participação de oito pessoas ao todo. Entre os foragidos, estão alguns colaboradores próximos de Douglas, que desempenharam papéis cruciais no esquema fraudulento.

Impacto sobre os Clientes

Os clientes da Naskar, muitos dos quais aguardam uma resolução há três meses, estão em estado de ansiedade. Exemplares de investidores incluem um empresário que aplicou R$ 3,9 milhões e um aposentado que investiu R$ 1 milhão. Aproximadamente R$ 47 milhões foram captados por um dos clientes, que trouxe outros 135 investidores para a fintech. Ele expressou sua desesperança, afirmando: "A minha vida acabou".

Posicionamento das Partes

Apesar dos esforços para contatar a defesa dos ex-sócios e o atual proprietário Douglas Silva, não foi possível obter um comentário oficial até o momento. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação futura.