A União Europeia de Futebol (UEFA) expressou sua satisfação após a decisão da FIFA de interromper um controvertido projeto que visava a venda de participação minoritária nos direitos comerciais de suas competições mais proeminentes, incluindo a Copa do Mundo. Em um comunicado oficial emitido no último sábado, a UEFA enfatizou que "o futebol não está à venda", e criticou severamente a gestão do presidente Gianni Infantino.
Desistência do Projeto
A FIFA anunciou na sexta-feira, 31 de julho, a retirada do plano que previa a criação de uma nova entidade para gerenciar ativos comerciais, incluindo direitos de transmissão e patrocínios relacionados à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes. A proposta, que previa a venda de aproximadamente 20% da nova empresa para investidores privados, enfrentou resistência unânime das associações nacionais da UEFA e de diversas outras federações globais.
A Reação da UEFA
O comunicado da UEFA agradeceu aos torcedores, ligas, clubes e autoridades que se opuseram ao esquema, destacando a importância de manter o futebol como um bem coletivo. "Não podemos permitir que acordos secretos sejam impostos à revelia, arquitetados por figuras anônimas em benefício duvidoso do esporte", afirmou a UEFA.
A entidade também ressaltou que é necessário identificar os responsáveis por essa proposta e garantir que episódios semelhantes não ocorram novamente. A UEFA se comprometeu a trabalhar em conjunto com suas associações para desenvolver um plano abrangente, a fim de restaurar a confiança em uma gestão mais transparente da FIFA.
O Compromisso de Infantino
Em sua eleição em 2016, Infantino prometeu ser transparente e assegurar que os recursos da FIFA fossem utilizados para o desenvolvimento do futebol. No entanto, a UEFA criticou a falta de cumprimento dessas promessas, afirmando que o projeto de privatização foi tudo, menos uma iniciativa transparente.
Pressão das Federações
Nos últimos dias, a UEFA liderou a oposição ao projeto e chegou a ameaçar boicotar competições organizadas pela FIFA, incluindo futuras edições da Copa do Mundo. A forte pressão das federações continentais foi crucial para que a FIFA reconsiderasse sua proposta.
Próximos Passos
Com reservas financeiras superiores a US$ 5 bilhões, a UEFA pretende trabalhar imediatamente com seus parceiros para redirecionar esses recursos de maneira eficaz. A intenção é financiar o futebol de base e garantir que o dinheiro seja utilizado em benefício das 211 associações nacionais filiadas, sem que seja necessário vender as "joias da família" do esporte.
Embora a desistência da proposta represente uma vitória significativa para o futebol mundial, a UEFA alerta que o trabalho para restaurar a confiança na FIFA está apenas começando.




