Decisões Cruciais para a Infraestrutura Elétrica Brasileira
O Brasil enfrenta um dilema significativo em relação aos investimentos necessários para proteger sua rede elétrica de eventos climáticos extremos. Durante uma visita a uma subestação em Assis, São Paulo, na quinta-feira (3 de setembro de 2026), Rinaldo Pecchio, CEO da Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica), enfatizou a urgência dessa questão.
Pecchio explicou que, ao projetar torres de transmissão, a escolha entre estruturas que suportam ventos de 120 km/h e 400 km/h implica em custos substancialmente diferentes. “A construção de torres mais robustas é viável, mas elas demandam fundações maiores e, consequentemente, um investimento muito mais expressivo,” afirmou o executivo. Essa situação levanta a necessidade de um debate público sobre quanto a sociedade está disposta a investir em uma infraestrutura elétrica mais resistente.
Riscos Climáticos e a Atuação da Taesa
O executivo também mencionou os impactos do fenômeno climático El Niño, que intensifica os riscos para a rede elétrica brasileira. Para ele, é crucial encontrar um equilíbrio entre investimentos e vulnerabilidades. “Não faz sentido superdimensionar tudo. Precisamos estar preparados, mas também avaliar o que é um investimento viável,” declarou.
A Taesa está implementando uma estratégia que abrange manutenção preventiva e monitoramento constante das condições meteorológicas. A empresa também desenvolveu planos de contingência e estruturas de emergência para melhorar a resposta em situações de crise, como tempestades e queimadas. Nos últimos dois anos, a companhia investiu aproximadamente R$ 15 milhões em iniciativas de resiliência e preparação.
Colaboração e Preparação Estrutural
“Não é viável reforçar todas as linhas de transmissão do Brasil para suportar qualquer evento extremo. O essencial é estar preparado com equipamentos adequados e equipes treinadas, além de colaborar com outras empresas do setor para uma resposta rápida,” destacou Pecchio.
A Taesa opera uma extensa malha de 16.600 km de linhas de transmissão, abrangendo 19 estados, incluindo regiões do Sul e Nordeste do Brasil. A empresa está comprometida em garantir a continuidade do fornecimento de energia mesmo diante de desafios climáticos crescentes.




