Violência urbana faz nova vítima no transporte público carioca
A rotina de quem utilizava o transporte público na Zona Oeste do Rio de Janeiro foi novamente marcada pela violência armada na manhã desta quarta-feira (30 de setembro de 2026). Um homem de 53 anos perdeu a vida após ser alvejado por uma bala perdida enquanto viajava em um articulado do sistema BRT, no corredor Transolímpica, nas proximidades da estação Ventura, em Jacarepaguá.
A vítima foi identificada como Flávio de Abreu Lira. Ele viajava em pé no interior do coletivo quando um disparo perfurou a estrutura do veículo e o atingiu na região do abdômen. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 6h12 para prestar atendimento de emergência, mas o passageiro não resistiu à severidade do ferimento e faleceu a caminho do socorro médico.
Operação policial e fogo cruzado na Zona Oeste
O incidente ocorreu de forma simultânea a uma ação ostensiva promovida pela Polícia Militar na comunidade Dois Irmãos, situada no bairro vizinho de Curicica. Coordenada por equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 18º BPM (Jacarepaguá), a intervenção tinha como objetivo coibir a atuação de grupos criminosos envolvidos em disputas por controle territorial na região.
De acordo com os relatos preliminares levantados pelas forças de segurança, diversos disparos foram efetuados em sequência durante a incursão. Uma das linhas de apuração avalia a possibilidade de que os criminosos tenham disparado rajadas para provocar pânico e dificultar a progressão dos policiais no terreno.
Investigações e impacto no trânsito local
Diante do ocorrido, a empresa pública Mobi-Rio, responsável pela gestão do BRT, mobilizou agentes do programa BRT Seguro e emitiu nota lamentando a morte do passageiro. Para permitir o trabalho da perícia e a liberação do local, o veículo foi retirado de operação e estacionado próximo à estação Asa Branca, que teve o fluxo no sentido Recreio dos Bandeirantes interrompido temporariamente.
As circunstâncias da morte e a trajetória do projétil estão sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Polícia Civil realiza diligências para apurar de onde partiu o tiro que ceifou a vida do trabalhador.


