Em um desenvolvimento significativo no cenário político do Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, que o ministro André Mendonça seja alvo de investigação no inquérito relacionado a fake news, sob a acusação de abuso de autoridade.

A solicitação de Moraes está fundamentada na alegação de que Mendonça teria direcionado investigações envolvendo outros ministros do STF, incluindo Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro alega que há evidências robustas que apontam para a prática de improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte de Mendonça no exercício de sua função à frente das PETs 15041 e 15556, conhecidas como Operação Sem Desconto e Operação Compliance Zero, respectivamente.

Em sua decisão, Moraes requer que o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, tome ações pertinentes diante das suspeitas envolvendo Mendonça. Fachin, por sua vez, respondeu à solicitação determinando que Moraes, Mendonça e o procurador-geral da República, Andrei Rodrigues, apresentem seus esclarecimentos no prazo de cinco dias.

Moraes argumenta que Mendonça teria usurpado a condução dos inquéritos relacionados a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Banco Master. O relator do inquérito das fake news acrescenta que as investigações foram conduzidas de maneira tendenciosa, visando desacreditar colegas do tribunal.

Um ponto crucial destacado por Moraes refere-se à decisão de Mendonça de retirar o sigilo das investigações que indicam um suposto vínculo entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o próprio Moraes. O ministro sustenta que essa ação foi uma tentativa de desviar o foco das investigações que o envolvem e que também afetam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por razões que seriam tanto pessoais quanto políticas.

Após a medida controversa de Mendonça, Moraes exigiu que todos os relatórios da Polícia Federal mencionando ministros do STF fossem enviados ao seu gabinete. Ele menciona que pelo menos cinco ministros, além de Alcolumbre e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foram citados nas investigações sob a relatoria de Mendonça. Moraes também anexa um relatório de inteligência que sugere que Mendonça teria direcionado suas ações contra Alcolumbre por um "viés político".

À medida que os desdobramentos desse caso se desenrolam, mais informações são esperadas para esclarecer as implicações desta nova etapa no inquérito das fake news.