No dia 7 de agosto, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, declarou que a demolição do viaduto na Avenida Leste-Oeste, que cruza a Avenida Castelo Branco, não é mais a única alternativa em discussão. Em uma recente coletiva, Mabel enfatizou que a destruição da estrutura será considerada apenas como um último recurso.
Ainda que estudos anteriores tenham sugerido que o viaduto deveria ser demolido devido a problemas estruturais, Mabel anunciou a necessidade de uma nova análise técnica. O prefeito ressaltou que a estrutura ainda não foi concluída ou liberada para tráfego e que o custo estimado para a demolição gira em torno de R$ 20 milhões.
“Se tivermos a sorte e a proteção das finanças públicas, não precisaremos demolir esse viaduto. Todos os estudos realizados até agora apontam para a sua condenação. Estamos buscando alternativas antes de tomar uma decisão final,” afirmou Mabel.
O novo plano envolve a possibilidade de reforço da estrutura, principalmente nas placas laterais, que mostram sinais de deterioração. Mabel solicitou a participação de especialistas para avaliar a viabilidade de preservar o viaduto.
“Quero que os melhores profissionais analisem como podemos reforçar a estrutura e consertar as placas laterais que estão se deteriorando,” declarou o prefeito.
Para fundamentar essa decisão, a Prefeitura de Goiânia conveniou uma equipe técnica que inclui membros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Goiás (Ibape-GO). O grupo será responsável por revisar os laudos anteriores e fornecer uma recomendação sobre o futuro do viaduto.
Mabel informou que a decisão final só será tomada após a emissão desse parecer técnico. “Na reunião técnica, vamos envolver o Crea, o TCM e especialistas para decidirmos se vamos prosseguir com os reforços planejados. Caso contrário, a demolição será inevitável,” explicou o prefeito.
De acordo com as informações do Crea-GO, análises preliminares indicam que tanto a subestrutura quanto a mesoestrutura do viaduto podem ser aproveitadas. A atenção agora se volta para a superestrutura e outros componentes que apresentaram problemas.
Além das discussões sobre o viaduto, a Prefeitura também liberou a primeira pista lateral do complexo viário, permitindo que o tráfego flua do Centro para o Bairro. Mabel acredita que essa ação ajudará a aliviar os congestionamentos na área, dando tempo para que a decisão sobre o viaduto seja tomada sem a pressão dos engarrafamentos.
A construção da segunda pista lateral está em andamento e deve ser finalizada em até 60 dias. Essa obra, que foi iniciada em 2023, ficou paralisada desde julho de 2024, devido a problemas estruturais detectados durante a construção.




