Desvio de Quase R$ 1 Milhão em Concessionária de Goiânia
Uma ex-funcionária de um grupo de concessionárias de veículos, localizado em Goiânia, está sendo investigada pela Polícia Civil por suspeita de desviar R$ 966 mil da empresa onde atuava. O esquema criminoso, que durou aproximadamente um ano, resultou em quase 200 transferências bancárias para contas de terceiros, abrangendo familiares, amigos e prestadores de serviço.
De acordo com as autoridades, as irregularidades começaram em janeiro de 2024. A funcionária, que exercia a função de assistente administrativa, realizou 199 transferências para mais de 30 contas diferentes. O nome da investigada e o da concessionária não foram divulgados, mas o delegado Guilherme Prudente, que lidera as investigações, destacou que a mulher era considerada uma colaboradora de confiança pela direção da empresa.
A investigada tinha acesso a senhas de autorização do sistema financeiro em momentos em que seus superiores estavam ausentes, o que facilitou o desvio de verbas. Através de uma conta bancária da empresa, ela manipulou os valores para benefício próprio.
O Esquema de Contratos Falsos
O modus operandi da funcionária envolvia a criação de contratos fictícios para a contratação de seguros em nome de clientes. Após registrar o suposto pagamento desses seguros, ela alegava que os clientes desistiram do serviço no dia seguinte, permitindo que os pagamentos fossem estornados. Contudo, em vez de retornar o dinheiro aos clientes, os valores eram transferidos para contas que a investigada indicava.
Investigadores identificaram que parte do montante desviado foi enviado a contas de conhecidos, que, segundo o delegado, podem ter atuado como laranjas. Entre eles estão sua mãe, seu ex-marido e o atual namorado, além de prestadores de serviço que também receberam pagamentos indevidos.
Patrimônio Incompatível e Gastos Luxuosos
Outro aspecto que chamou a atenção das autoridades foi o estilo de vida da suspeita, que acumulou bens incompatíveis com seu salário, estimado em cerca de R$ 3 mil mensais. Durante o período em que trabalhou na concessionária, a mulher adquiriu um apartamento, um carro avaliado em cerca de R$ 100 mil e joias. As investigações revelaram que ela também pagou por serviços de marcenarias, marmorarias, fornecedores de festas e até um tatuador, apresentando-se como funcionária da empresa para justificar os pagamentos.
Ainda não há evidências de envolvimento de outros colaboradores no esquema. As investigações continuam em andamento, com a Polícia Civil buscando esclarecer todos os detalhes do caso.
Conclusão
A situação expõe não apenas a vulnerabilidade de sistemas internos nas empresas, mas também a necessidade de maior supervisão sobre as atividades financeiras. O caso levanta questões sobre a ética profissional e o uso indevido de confiança no ambiente de trabalho.




