Belo Horizonte — Uma proposta de lei que visa homenagear Matheus Augusto Azevedo, irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), provocou um acalorado debate entre vereadores na Câmara de Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A iniciativa é de autoria da vereadora Brenda Evellyn Santos (Novo), que sugere que a Rua A-20, no bairro Residencial Barreiro, passe a se chamar Matheus Augusto Azevedo.

Durante a discussão, o vereador Mauri Sérgio (PL) declarou que não era contra a proposta, mas sua fala rapidamente elevou a temperatura do debate. "Põe o caralho que quiser aí", disse, gerando reações entre os colegas. O pedido de vista feito por Mauri Sérgio, visando adiar a votação, acirrou ainda mais os ânimos entre os presentes.

A vereadora Brenda Evellyn lembrou que a Câmara já havia aprovado, em 2014, a homenagem ao revolucionário argentino Che Guevara, que atualmente dá nome a uma rua no bairro Coração Eucarístico. "A rua Che Guevara fica no bairro Coração Eucarístico. E aí, Rádio Clube e vereadores estão preocupados com o nome de uma pessoa que lutou contra o câncer por 18 anos e que serve de exemplo para toda a população. Mas Che Guevara pode", defendeu.

Matheus Augusto Azevedo faleceu em 18 de julho deste ano, aos 30 anos, devido a complicações de leucemia. Ele não só era irmão de Cleitinho, como também de Gleidson Azevedo, atual prefeito de Divinópolis, e do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL).

Após a declaração de Brenda, Mauri Sérgio reiterou que seu pedido de vista não era um ataque pessoal à vereadora ou à homenagem. "Não sou contra o projeto nenhum. Estou pedindo para dar satisfação ao meu eleitor que me cobrou. Agora, não é nada pessoal contra o projeto da vereadora, contra Che Guevara. Põe o caralho que quiser aí", enfatizou.

O debate acirrado continuou, e outro vereador lembrou que a homenagem a Che Guevara foi aprovada há mais de uma década. "Isso foi em 2014, minha filha. Estamos em 2026", destacou um dos parlamentares, refletindo sobre as diferenças de tempos e contextos.

Diante da escalada do conflito, o presidente da Câmara, Cabo Batista (PP), interveio para restaurar a ordem e conduziu a reunião para o encerramento das discussões. "Senão vai virar uma confusão aqui. Vocês preparam a discussão para a próxima reunião. Cada um vem com o que quer falar aí", declarou, sugerindo que o assunto deve ser revisitado em uma próxima sessão.

Com o pedido de vista deferido, a votação da proposta de homenagem foi suspensa e deverá ser reavaliada pelos vereadores em uma futura reunião.