Belo Horizonte — Na noite da última quinta-feira (13), um crime brutal chocou os moradores do bairro Vale da Prata, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Gabrielly Pereira Fortunato, de apenas 24 anos, foi assassinada a facadas dentro de sua residência, onde estavam suas duas filhas: uma de 3 anos e outra recém-nascida, com apenas 31 dias.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, um primo de Gabrielly, um adolescente de 13 anos, voltou do supermercado e avistou uma pessoa saindo apressadamente da casa da jovem, que fugiu em direção a um terreno baldio. A descrição do suspeito, conforme relatado, indicava um homem de estatura média, vestido com bermuda jeans, blusa branca e uma touca ninja.
Ao entrar no imóvel, o jovem encontrou Gabrielly gravemente ferida e ensanguentada. Uma tia da vítima, que também estava presente, rapidamente retirou as duas crianças da casa e acionou a Polícia Militar (PM).
Gabrielly era mãe de outra filha, de 5 anos, que não estava presente no momento do homicídio. A situação gerou uma onda de comoção na comunidade local, que se mobilizou em torno do caso.
Durante o atendimento da ocorrência, diversas testemunhas relataram à polícia que Gabrielly poderia estar envolvida com o tráfico de drogas, servindo como uma espécie de guardiã de entorpecentes para traficantes da área. Algumas informações mencionaram que uma apreensão de drogas realizada pelo Tático Móvel no mesmo dia poderia estar relacionada com seu assassinato.
Além disso, moradores citavam uma mulher que supostamente comandava o tráfico na região e que teria dado ordens para a execução de Gabrielly. Contudo, a polícia destacou que essas alegações ainda não foram confirmadas.
As autoridades conseguiram localizar um homem que mantinha um relacionamento com a vítima. Ele confirmou sua ligação com Gabrielly, mas alegou que não havia estado com ela durante o dia do crime.
A perícia policial revelou múltiplas perfurações no corpo da jovem, incluindo cortes na mão esquerda, no tórax, nas costas, na nuca e no rosto, evidenciando a brutalidade do ato.




