No último dia 3 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um evento no Palácio do Planalto para comunicar a redução na fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida ocorre a um mês do primeiro turno das eleições de 2026 e visa destacar as ações do governo em relação aos benefícios previdenciários.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, a fila é considerada "zerada" quando o número de novos pedidos é inferior ao total já em análise. Em agosto, foi registrado um total de 1,252 milhão de pedidos pendentes, uma queda significativa em comparação com os 1,394 milhão de novas solicitações recebidas no mês. Essa diminuição foi atribuída a um aumento de 40% na média mensal de pedidos desde o início do mandato de Lula.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, destacou que a atual administração encoraja os cidadãos a solicitarem seus direitos, afirmando: "As pessoas se sentem estimuladas a pedir mais, pois é um governo que sabe conceder direitos a quem merece". Ele também mencionou que a maior parte dos pedidos pendentes está com menos de 45 dias de espera, que é o prazo legal para análise. No entanto, mais de 200 mil solicitações estão com prazos de espera superiores a esse, o que representa um "resíduo" de casos especiais, principalmente relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para lidar com a situação, o governo apresentou cinco medidas principais que contribuíram para a redução da fila: a contratação de 2.510 novos servidores, a implementação do teleatendimento para perícia médica com 865 agências atendendo online, a opção de perícia médica documental com envio online de exames e atestados, a oferta de bônus aos servidores e a realização de mutirões de atendimento nos fins de semana. Como resultado dessas iniciativas, o tempo de espera para perícia foi reduzido em 76%, e o tempo médio para uma decisão caiu para 34 dias, superando o prazo legal.
Além disso, houve uma diminuição de 82% nas reclamações relativas a atrasos na ouvidoria do INSS, que passaram de 15.519 em fevereiro para 2.570 em agosto. Durante o evento, Lula também abordou questões relacionadas aos gastos com a Previdência, minimizando as preocupações e afirmando: "O deficit é que temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano. Nunca aceitei que a responsabilidade do deficit recaísse sobre a Previdência Social". Ele destacou ainda as concessões oferecidas ao BPC e ao Bolsa Família, criticando a tendência de atribuir culpas aos mais humildes.
O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros como Janine Mello, Miriam Belchior, Esther Dweck e outros, refletindo a importância da questão previdenciária na agenda do governo atual.




