Na última quinta-feira, 30 de julho, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma operação que resultou na apreensão de uma valiosa coleção de relógios de luxo na residência de Júlio Cadimo Costa Nobriga, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A operação faz parte da terceira fase da investigação denominada Operação Shadow Shark, que visa desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram uma variedade de relógios, incluindo:
- Um relógio Panerai, modelo Luminor GMT, acompanhado de caixa original;
- Um relógio TW Steel nas cores prata e preta;
- Um modelo Invicta Force Branco, em azul e prata;
- Um Garmin Forerunner 235, nas cores preta e vermelha;
- Um relógio da marca Natan, em preto e prata.
A proximidade entre Weverton Rocha e seu ex-assessor gera especulações sobre possíveis vínculos entre as investigações da PCDF e da Polícia Federal (PF). Recentemente, familiares do senador também foram alvos de mandados de busca em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro associadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Júlio Nobriga trabalhou diretamente no gabinete do senador por aproximadamente seis anos. Sua trajetória no Senado incluiu nomeações e transferências entre diferentes secretarias, com a última exoneração ocorrendo em fevereiro de 2025. A apreensão dos relógios foi coordenada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV) da PCDF, que também coletou outros materiais relevantes para a investigação, como celulares, computadores e documentos.
A Operação Shadow Shark é um desdobramento de investigações anteriores que resultaram na prisão do contador Cleônides de Sousa Gomes, em maio. Cleônides foi abordado ao deixar uma agência bancária em Brasília, onde transportava R$ 1 milhão em espécie, além de documentos que levantaram suspeitas sobre suas atividades financeiras.
As investigações revelaram a existência de uma rede criminosa estruturada para ocultar a origem de recursos ilícitos, utilizando empresas para emitir notas fiscais e outros documentos que conferiam aparência de legalidade às transações. A divisão de funções entre os membros do grupo criminoso foi claramente identificada pelas autoridades, indicando um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.




