A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra um avanço significativo do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto, especialmente em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dois fatores principais parecem ser responsáveis por essa mudança: a reconciliação de Flávio com sua madrasta, Michelle Bolsonaro, e a reação do eleitorado à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, a recuperação de Flávio nos índices de aprovação, mesmo que ainda dentro da margem de erro, indica um movimento de reorganização na direita política. “A direita está se reconfigurando e os eleitores que se opõem ao PT estão reconsiderando Flávio”, analisa Nunes.
As estatísticas revelam um aumento na intenção de votos do senador. No segundo turno, seu apoio entre eleitores não bolsonaristas cresceu de 74% para 81%, enquanto entre os bolsonaristas, a aprovação saltou de 91% para 95%. Essa dinâmica reflete uma recuperação notável no cenário eleitoral.
A visão dos eleitores
Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados acreditam que a reconciliação entre Flávio e Michelle foi benéfica e pode aumentar as chances de vitória do senador, que atualmente tem 30% das intenções de voto em primeiro turno, em comparação com 39% de Lula. A pesquisa também mostrou que 68% dos participantes consideram a escolha de voto em Flávio definitiva.
A decisão do STF de proibir Flávio de visitar seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, também teve um impacto significativo na percepção pública. Para 52% dos entrevistados, a proibição foi vista como errada. Essa percepção se intensifica entre os eleitores bolsonaristas, onde 92% consideram a decisão como um exagero institucional.
Contexto Político Atual
Os dados da pesquisa também revelam uma leve queda na popularidade de Lula, que viu sua aprovação manter-se em 48%, enquanto a desaprovação subiu para 47%. O programa Desenrola, que visa facilitar a recuperação de crédito, e a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil, mostram sinais de desgaste entre os eleitores, com uma diminuição na percepção de eficácia.
Nunes destaca que, embora os programas governamentais ainda proporcionem benefícios, o efeito positivo sobre a popularidade de Lula tem diminuído ao longo do tempo. A avaliação da resposta do governo ao recente tarifaço também se mostrou negativa, com 43% dos entrevistados considerando a reação do governo inadequada.
Projeções Futuras
Com a polarização política ainda forte entre Lula e Flávio, alternativas ao confronto direto não conseguem ganhar tração. O cenário atual indica que 10% dos eleitores permanecem indecisos em relação ao seu voto.
À medida que as eleições se aproximam, a dinâmica entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva deverá ser acompanhada com atenção, especialmente considerando os recentes desdobramentos emocionais e judiciais que impactam a corrida eleitoral.




