O candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, do partido Novo, recebeu uma considerável contribuição de R$ 200 mil para sua campanha eleitoral. A doação foi feita pelos empresários César e Cristiana Krug Ometto, membros da renomada família Ometto, proprietária da USL (Usina Santa Lúcia), localizada em Araras, São Paulo.

A USL é uma importante empresa do setor sucroalcooleiro, reconhecida pela produção de açúcar cristal branco e etanol hidratado, além de gerar energia limpa através da biomassa da cana. César Ometto exerce a função de diretor executivo e industrial da usina, enquanto Cristiana Ometto, embora não atue em um cargo executivo, é sócia e acionista da empresa.

Ambos os irmãos realizaram doações individuais de R$ 100 mil, somando assim o montante total. Essa ação não é uma surpresa, considerando o histórico da família Ometto em apoiar campanhas eleitorais.

Além do apoio da família Ometto, Salles também recebeu uma doação de R$ 100 mil do empresário Fernando de Castro Marques, proprietário da farmacêutica União Química. Marques, conhecido por suas contribuições a candidatos alinhados à direita, já havia investido R$ 500 mil na campanha do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

O apoio financeiro à Salles e a outros candidatos reflete uma prática comum entre empresários que buscam influenciar as políticas econômicas e setoriais através de doações eleitorais. A família Ometto, em particular, tem um histórico expressivo de contribuições; em 2022, Rubens Ometto, integrante do Conselho de Administração da Cosan, doou cerca de R$ 8,9 milhões a candidatos de 13 partidos diferentes, com destaque para o Republicanos, do qual recebeu R$ 3,4 milhões.

Essas doações levantam questões sobre a relação entre o setor privado e a política, especialmente em tempos de crescente polarização e competição eleitoral. A influência do capital privado nas campanhas tem sido um tema recorrente de debate no Brasil, onde as contribuições financeiras podem moldar o futuro das políticas públicas e das regulamentações.

O cenário eleitoral se intensifica à medida que as campanhas se aproximam de suas fases finais, e as movimentações financeiras tornam-se cada vez mais evidentes. Com a proximidade das eleições, a expectativa é que mais empresários e grupos do setor privado se manifestem em apoio a seus candidatos preferidos.