No dia 2 de setembro de 2026, a China reabriu completamente a estrada que leva à fronteira com o Nepal, uma semana após inundações causarem severos danos em diversos trechos da via. A reabertura da estrada facilitou a chegada de máquinas pesadas a áreas que foram gravemente afetadas pelo desastre.

Segundo informações da agência Reuters, o trecho reabilitado é crucial para o acesso ao porto de Gyirong, localizado na região autônoma do Tibete. As autoridades chinesas haviam utilizado transporte aéreo durante a interdição da via, levando equipamentos e suprimentos essenciais para os socorristas que atuaram na linha de frente, muitos dos quais tiveram que percorrer montanhas a pé para alcançar as vítimas.

A emissora estatal CCTV noticiou que uma quantidade significativa de máquinas pesadas e materiais de apoio foi direcionada para a área, onde anteriormente existia um complexo de inspeção de fronteira. Socorristas, equipados com dispositivos para detecção de sinais vitais e cães farejadores, foram mobilizados para realizar buscas nas regiões mais afetadas, incluindo margens de rios e ravinas.

Até a data de hoje, 1.114 pessoas foram reportadas como mortas e cerca de 4.000 ainda permanecem desaparecidas no Nepal. Do lado tibetano, as autoridades chinesas relataram, no último domingo, que 546 pessoas estão desaparecidas, incluindo 261 estrangeiros provenientes de 23 países, enquanto o número de mortos foi atualizado para 16.

Entenda o contexto:

A interdição da estrada ocorreu em decorrência do desabamento de uma geleira no dia 26 de agosto, o que resultou em uma inundação repleta de pedras, gelo, lama e outros detritos que afetaram os rios nas montanhas do Himalaia. A avalanche impactou diversas comunidades na região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, incluindo a rodovia que conecta os dois países, um importante corredor de comércio entre a China e o Sul da Ásia. Imagens divulgadas pela mídia chinesa mostram máquinas operando na remoção dos destroços que obstruíam a estrada.