A produção industrial no Brasil cresceu 0,2% em julho, em comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (2 de setembro de 2026). Este aumento interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de resultados negativos.

Apesar do crescimento mensal, a indústria enfrenta uma queda de 0,5% em relação a julho de 2025, encerrando um ciclo de quatro meses de altas nessa comparação. No acumulado de janeiro a julho de 2026, a produção industrial cresceu 1,1%, enquanto a expansão total nos últimos 12 meses foi de 0,6%. Entretanto, a média móvel trimestral apresenta um recuo de 0,8% no período encerrado em julho, sinalizando uma desaceleração na atividade industrial.

O levantamento do IBGE revelou que, na comparação de junho para julho, 13 dos 25 segmentos industriais apresentaram crescimento na produção. Entre as principais categorias econômicas, três das quatro observaram aumento. O destaque positivo foi o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que avançou 12,2%, revertendo a tendência de queda de 12,5% acumulada nos meses anteriores. Outros setores que se destacaram foram a produção de alimentos, com um crescimento de 1%, e o segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que cresceu 1,1%.

Na contramão, as indústrias extrativas apresentaram uma queda de 1%, marcando a terceira redução consecutiva, totalizando uma perda de 4,1% durante esse período. Também foram observadas quedas significativas em setores como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9%) e metalurgia (-1,4%).

Analisando as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis registraram a maior alta mensal, com um crescimento de 3,2%, impulsionados pela produção de automóveis, eletrodomésticos e motocicletas. Bens de capital subiram 2,4%, enquanto bens de consumo semi e não duráveis tiveram um aumento de 0,5%. No entanto, os bens intermediários enfrentaram uma leve retração de 0,2%.

Quando se observa a comparação anual, a situação se torna menos otimista, com a indústria apresentando uma queda de 0,5% em relação a julho de 2025. Dos grandes setores, dois tiveram queda, impactando 12 dos 25 ramos analisados. As quedas mais acentuadas vieram de produtos químicos (-6,9%) e alimentícios (-2,6%). Por outro lado, os veículos automotores tiveram um desempenho positivo, com um crescimento de 7,6%.

Nos primeiros sete meses de 2026, o setor industrial apresentou um crescimento acumulado de 1,1%. Os bens de consumo duráveis destacaram-se com um aumento de 1,9%, seguidos pelos bens intermediários que cresceram 1,8%. Em contraste, os bens de capital enfrentaram uma queda expressiva de 4,9%, principalmente devido à redução na produção de bens de capital agrícolas, que recuou 20,7%.