O Brasil firmou uma parceria com a União Europeia (UE) e o Organismo das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) com o objetivo de combater o recrutamento e a exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e organizações criminosas. Essa colaboração teve início em março deste ano, mas as atividades práticas começaram somente agora.
A primeira reunião dos comitês responsável pela implementação do projeto ocorreu na última quarta-feira, dia 5 de agosto, em Brasília. Durante o encontro, representantes do Brasil, da UE e da ONU estabeleceram as prioridades estratégicas para o primeiro ano da iniciativa.
Prioridades do Projeto
Entre os tópicos discutidos, foram definidas quatro metas principais:
- Estudo das trajetórias: Análise dos percursos de adolescentes no sistema socioeducativo.
- Revisão de marcos legais: Avaliação das legislações e políticas públicas relacionadas à proteção de crianças.
- Capacitação profissional: Realização de oficinas para capacitar profissionais que lidam com crianças e adolescentes.
- Prevenção comunitária: Desenvolvimento de ações de prevenção em comunidades vulneráveis.
O projeto, que se estenderá por três anos, contará com a participação de diversas entidades, incluindo órgãos de segurança pública, organizações não governamentais, centros de pesquisa e instituições de justiça.
Contexto Atual
O último anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que grupos criminosos têm utilizado plataformas digitais para recrutar jovens, muitas vezes levando-os a ciclos de violência. Em 2022, mais de 2.000 crianças e adolescentes, com idades entre 0 e 17 anos, foram vítimas de homicídios intencionais no Brasil.
Essa parceria entre Brasil, UE e ONU representa um passo significativo para a proteção de crianças e adolescentes, buscando não apenas punir, mas prevenir que novas gerações sejam vulneráveis ao recrutamento por facções criminosas.




