O candidato apoiado pelo governo federal para a posição de diretor de investimentos do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, decidiu se retirar da disputa. A desistência de Rafael Cisne Vasconcelos veio após a divulgação de suas críticas nas redes sociais direcionadas à primeira-dama Janja Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Em nota oficial, o Postalis anunciou o cancelamento do processo seletivo, afirmando que a decisão foi tomada em decorrência da desistência do candidato aprovado. "Diante desse fato, o Conselho Deliberativo decidiu pelo encerramento do processo seletivo", destacou o comunicado. O fundo de pensão também informou que uma nova seleção será realizada em momento oportuno, seguindo os trâmites necessários e respeitando a supervisão dos órgãos competentes.
A indicação de Cisne para o cargo foi aprovada em julho, e até o momento de sua desistência, ele aguardava a validação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). A seleção, no entanto, foi marcada por polêmicas, especialmente porque o nome de Cisne foi incluído na lista de candidatos apenas após a reabertura das inscrições.
Uma reportagem publicada anteriormente revelou que Rafael Cisne acumulava diversas críticas à gestão do PT em suas redes sociais. Em um vídeo gravado em maio de 2025, ele mencionou supostos gastos excessivos da primeira-dama, afirmando que "no Brasil, a primeira-dama está gastando com viagens", e citou uma denúncia do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre despesas que superavam R$ 100 mil por dia.
Durante a mesma gravação, que ocorreu em frente ao Congresso Nacional, Cisne expressou sua preocupação com a má gestão financeira do país. "Qual país pode prosperar se o capital está sendo mal alocado? Por isso defendo que se deve investir fora do Brasil para realmente crescer patrimonialmente", sugeriu ele.
Além disso, em um vídeo de outubro de 2025, o candidato criticou o governo brasileiro por gastar mais do que arrecada, comparando a situação a uma empresa à beira da falência. "Daqui a dois ou três anos, o rombo será tão grande que não saberemos o que acontecerá; precisamos ficar atentos e não defender políticos", alertou.
A reportagem tentou contato com Rafael Cisne Vasconcelos, mas não obteve resposta até o fechamento deste texto. O espaço continua aberto para sua manifestação.




