Desde os cinco anos, Guilherme Rezende Junqueira, um contador de Goiás, teve sua paixão por miniaturas despertada quando recebeu de seus pais dois carros em miniatura. Essa paixão não apenas se manteve ao longo dos anos, mas se transformou em uma impressionante coleção que agora conta com cerca de 1.800 peças, consolidando-se como uma das maiores do Centro-Oeste brasileiro.

“Brinquei tanto que os primeiros modelos acabaram se deteriorando”, compartilha Guilherme. Contudo, ao chegar à adolescência, sua abordagem mudou. “A partir dos 12 anos, comecei a preservar os brinquedos”, completa. Hoje, com 50 anos, ele reafirma o vínculo com sua infância ao reaquecer o desejo de reencontrar carros que marcaram sua juventude, como o icônico Colossus e o Pegasus, ambos fabricados pela famosa empresa Estrela nos anos 80.

  • Miniaturas que Marcam Épocas: Para Guilherme, as miniaturas vão além do simples colecionismo; elas representam momentos, histórias e emoções ligadas a uma fase feliz de sua vida.
  • Busca por Reencontro: A procura por modelos antigos reflete um desejo de reviver memórias e não apenas de expandir a coleção.
  • Comunidade de Colecionadores: Guilherme é membro ativo da Associação dos Colecionadores de Miniaturas do Estado de Goiás (Amigo), promovendo eventos que unem pessoas movidas pela mesma paixão.

O crescimento de sua coleção, que abrange não só veículos, mas também bonecos, facas, relógios e brinquedos de outros tempos, não se limitou a um mero acúmulo de itens. “Aproximadamente 95% do meu acervo são carros, que ainda ocupam o espaço mais especial”, explica. Cada miniatura carrega uma narrativa única e, para Guilherme, algumas são tão detalhadas que se assemelham a verdadeiras obras de arte.

Este entusiasmo não é algo que ele vive sozinho. Através da associação, Guilherme tem promovido encontros e exposições, como o Encontro de Colecionismo Diecast – Miniaturas Automotivas, que ocorre no Plaza D’Oro Shopping, em Goiânia, reunindo amantes do colecionismo de diferentes idades e profissões. “Esses eventos oferecem uma chance de compartilhar experiências com outros colecionadores, amigos e familiares, tornando o hobby ainda mais enriquecedor”, revela.

Valorização das Memórias: Ao longo dos anos, Guilherme percebeu que o valor de uma miniatura vai além de sua etiqueta de preço. “Uma peça pode ter um valor financeiro baixo, mas ainda assim carregar memórias inestimáveis”, reflete ele, ao falar sobre a emoção de reencontrar carros que o acompanhavam na infância.

Em um mundo onde o colecionismo pode ser visto apenas pelo prisma do investimento, a história de Guilherme nos lembra que os verdadeiros tesouros muitas vezes estão ligados a momentos e sentimentos que não podem ser comprados.