Zema fala sobre anistia e defende Bolsonaro em convenção

No último dia 27 de julho, Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência da República, expressou sua posição sobre as detenções relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. Em uma entrevista ao portal Metrópoles, Zema argumentou a favor da revogação das prisões e da realização de novos julgamentos para os envolvidos.

Durante a conversa, ele fez uma analogia com anistias do passado, mencionando que o Brasil já concedeu perdões a figuras controversas. “O Brasil já fez anistia, e olha quem o Brasil já anistiou no passado: sequestrador, terrorista, assassino”, ressaltou Zema, ao comparar a situação atual com momentos históricos de concessão de anistia.

Zema também refutou a ideia de que os eventos de 8 de janeiro representaram uma tentativa de golpe de Estado. “Tivemos tiros? Não tivemos nada disso. Eu sou favorável a todas essas prisões injustas serem totalmente revogadas e a que nós tenhamos um julgamento justo”, afirmou o candidato.

A convenção nacional do partido Novo, realizada na mesma data, marcou o lançamento oficial de sua candidatura presidencial, reforçando ainda mais seu compromisso com as diretrizes do partido e suas promessas de campanha.

Defesa de Bolsonaro

Além de abordar a questão das prisões, Zema também se posicionou em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente enfrenta uma condenação de 27 anos de prisão relacionada a uma suposta trama golpista. O candidato destacou que Bolsonaro merece um tratamento digno, enfatizando as dificuldades que o ex-presidente tem enfrentado em seu estado de saúde, associadas a restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente Bolsonaro merece ter um tratamento digno e não está tendo, inclusive com problema de saúde, sofrendo uma série de restrições”, declarou Zema, referindo-se às limitações de contato e manifestações públicas que Bolsonaro enfrenta, além da necessidade do uso de tornozeleira eletrônica.

Por fim, Zema concluiu que o Brasil deve superar o embate político causado pelas condenações. “O Brasil precisa passar uma borracha nessa questão e olhar para o futuro. Enquanto nós tivermos essas pessoas detidas, vamos estar carregando um peso desnecessário”, afirmou, enfatizando a necessidade de reconciliação e de olhar para novos horizontes no cenário político do país.