A morte do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, gerou comoção e revolta entre familiares e a comunidade de Caturaí, em Inhumas. O corpo do produtor rural foi encontrado carbonizado em 4 de agosto, dentro de uma caminhonete incendiada em uma área de mata próxima à GO-222.
A Polícia Militar (PM) prendeu André de Oliveira Souza, de 34 anos, suspeito do crime, no mesmo dia em que o corpo foi descoberto. No entanto, ele foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica, já que a justiça considerou que ele deveria responder em liberdade devido ao prazo legal de flagrante ter expirado. Recentemente, novas evidências levaram à sua re prisão em 10 de agosto.
Gleide Rosa de Oliveira, viúva de Cleuber, concedeu uma entrevista à TV Anhanguera, onde desabafou sobre a tragédia e reafirmou sua determinação em buscar justiça. “Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer. É muito, muito triste. É muita covardia a pessoa vir tirar um bem da pessoa que está trabalhando e ainda fazer uma covardia dessa”, afirmou.
Os familiares de Cleuber ressaltaram que ele não possuía inimizades, e a sua morte foi um choque para todos que o conheciam. Ele havia saído de Goiânia para visitar o sítio da família e não fez mais contato ao longo da manhã, levando os parentes a reportarem seu desaparecimento. O corpo foi encontrado no dia seguinte, por uma equipe do Batalhão Rural da PM.
O suspeito, André, que atuava como caseiro em uma propriedade vizinha, foi localizado após seu veículo ser visto nas proximidades do local do crime. Durante a audiência de custódia, sua defesa negou que ele fosse responsável pela morte e argumentou que a descrição do autor do crime não se assemelha a André. Alegaram que ele apenas havia emprestado seu carro a terceiros, o que é uma prática comum entre vizinhos.
Em nota, a defesa afirmou: “Os testemunhos trazidos nos autos fazem descrição a uma pessoa completamente diferente de André, que teria apenas cedido seu veículo a terceiros.”
A complexidade deste caso evidenciou os desafios enfrentados pelas autoridades na busca por justiça, especialmente em um cenário onde a violência no campo se torna cada vez mais preocupante. A comunidade aguarda ansiosamente por resoluções e justiça para Cleuber Parreira da Silva.




