Na manhã desta sexta-feira (26), um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com um carregamento de ajuda humanitária destinado à Venezuela. A nação vizinha tem enfrentado uma tragédia após dois fortes terremotos que ocorreram na última terça-feira (23), resultando em mais de 580 mortes até o momento.

A missão foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância da solidariedade internacional em momentos de crise. A equipe enviada é composta por 44 profissionais especializados em Busca e Resgate Urbano. Dentre os integrantes, 36 são bombeiros provenientes de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de quatro membros da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e outros quatro especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que se encarregarão de localizar sinais de celular para auxiliar nas buscas.

O Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que a equipe enviada inclui 11 bombeiros, um integrante da Defesa Civil do estado, dois médicos e um cão de busca. A previsão é que essa equipe permaneça na Venezuela por um período de 15 dias, colaborando com as operações de resgate e apoio às vítimas.

Além do primeiro voo, um novo envio está programado para o próximo sábado (27), que incluirá um hospital de campanha, equipe médica, medicamentos e outros insumos essenciais para a saúde. Purificadores de água que funcionam com energia solar também serão doados à Defesa Civil venezuelana, visando oferecer ajuda a milhares de pessoas afetadas pelos desastres naturais.

Os terremotos, que atingiram o estado de Yaracuy, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e causaram um número alarmante de feridos, que já chega a cerca de 3 mil. As autoridades locais ainda não têm um balanço oficial sobre o total de desaparecidos, mas estimativas iniciais sugerem que até 40 mil pessoas estão sem paradeiro conhecido. Dentre as vítimas fatais, estão dois brasileiros, refletindo a gravidade da situação que se instaurou na região.

Esse cenário de calamidade tem mobilizado não apenas os governos, mas também civis que se organizam para fornecer ajuda às vítimas. A comunidade internacional observa de perto os desdobramentos dessa tragédia e a resposta humanitária que está sendo implementada para mitigar o sofrimento dos atingidos.