O Sistema Cantareira, essencial para o abastecimento de água em São Paulo e sua região metropolitana, entrou em um estado de alerta a partir de hoje, 1º de julho. Essa mudança ocorre em decorrência da diminuição do volume útil, que agora se encontra em 39,87%, apresentando uma leve redução em comparação ao mês anterior.

Como resultado da nova classificação, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) será obrigada a diminuir a captação de água do sistema, passando de 33 metros cúbicos por segundo para 27 m³/s. Além disso, a empresa poderá recorrer à vazão transposta da Usina Hidrelétrica Jaguari, que integra a bacia do rio Paraíba do Sul, desde que respeitados os limites estipulados.

Esse movimento para a faixa de alerta representa uma fase mais crítica do que a operada nos meses anteriores, onde o sistema estava na faixa de atenção desde abril. Essa normatização foi implementada com base em uma resolução conjunta estabelecida em 2017, com o objetivo de evitar que o estado enfrente uma escassez semelhante àquela vivida entre 2014 e 2015.

O Sistema Integrado Metropolitano, que abrange todos os reservatórios que atendem a Grande São Paulo, permanece na faixa 3, o que significa que a gestão noturna e a redução da pressão nas tubulações estão em vigor. Essa medida implica uma diminuição da pressão por 10 horas diárias, entre 19h e 5h. Em áreas mais remotas da rede de distribuição da Sabesp, os moradores podem enfrentar falta de água, especialmente aqueles que não têm reservatórios em suas residências.

Composto por cinco reservatórios, o Cantareira é responsável por abastecer aproximadamente metade da população da região metropolitana de São Paulo. Além de servir às necessidades básicas, ele desempenha um papel vital no fornecimento de água para outras cidades, como Campinas, que se localiza nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Em um comunicado conjunto, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas) enfatizaram a importância de adotar medidas eficazes de gestão para minimizar perdas, incentivar o uso consciente da água e preservar o volume nos reservatórios.