Alessandro Vieira considera acusação da PGR como tentativa de intimidação
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) se manifestou de forma contundente sobre a recente decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que optou por dar continuidade a uma ação relacionada ao suposto abuso de autoridade do parlamentar. Em entrevista ao portal Acorda, Metrópoles, Vieira qualificou a manifestação como "equivocada" e "patética".
Durante a conversa, Vieira destacou que a ação do procurador é uma clara tentativa de intimidação, especialmente em razão dos desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O senador anunciou que confirmará sua candidatura à reeleição ainda nesta semana, expressando confiança em sua posição política.
A acusação e as repercussões
O senador argumentou que a manifestação do PGR, que possui uma relação próxima com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), carece de fundamentos técnicos. "O que ele apresenta é uma interpretação que pode abrir caminho para uma acusação de ilícito eleitoral, mas os fatos não indicam abuso de autoridade", afirmou Vieira.
O embate jurídico começou após Vieira ter solicitado o indiciamento de Gilmar Mendes e outros magistrados durante a CPI do Crime Organizado. O relatório com essa proposta foi rejeitado pelo colegiado. Apesar disso, Mendes acionou a PGR, afirmando que Vieira cometeu abuso de autoridade, o que levou à atual situação jurídica que envolve o senador.
Defesa e perspectivas futuras
Em resposta à acusação, Vieira enfatizou que todos os atos realizados na CPI foram transparentes e ocorreram em um ambiente público, o que, segundo ele, garante a inviolabilidade do parlamentar. "É um esforço patético para servir ao ministro Gilmar Mendes", criticou Vieira, reiterando que a ação da PGR não terá validade e visa apenas prolongar um desgaste político.
O procurador-geral, em despacho recente, recomendou que o procurador eleitoral de Sergipe tome as providências necessárias em relação ao caso, indicando que Vieira pode ter extrapolado suas atribuições na CPI ao sugerir o indiciamento de Mendes por crime de responsabilidade.
Preparação para as eleições
O senador, que foi eleito em 2018, reafirmou sua intenção de concorrer à reeleição nas eleições de outubro deste ano, afirmando que confia que a acusação não afetará sua campanha. "A responsabilidade pela avaliação recai sobre a procuradoria-geral estadual, desvinculando a influência política de Gilmar Mendes", argumentou.
Vieira mencionou que a convenção do MDB em Sergipe, marcada para o dia 25, servirá para formalizar sua candidatura e que ele está preparado para enfrentar essa nova etapa política com firmeza e respeito.




