Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu e membro do Partido Progressista (PP), decidiu não seguir adiante em sua candidatura a vice-governador na chapa liderada por Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A informação foi divulgada pelo deputado federal Dr. Luizinho, presidente do PP no estado, em um comunicado à imprensa.

A decisão de Lisboa foi descrita como de ‘caráter estritamente pessoal’, e a nota enfatizou que a relação entre ele e Douglas Ruas permanece intacta e respeitosa. O comunicado destaca a admiração que Lisboa nutre por Ruas, reconhecendo sua trajetória e liderança política no estado.

Até o momento, o PP não revelou quem poderá assumir a posição de vice na chapa. Nos bastidores, a cúpula do partido analisa a possibilidade de adotar uma postura neutra na disputa pelo Palácio Guanabara, o que poderia levar à exclusão da chapa formada com o PL e a saída do União Brasil, com o qual mantém uma federação. A participação de Lisboa na chapa tinha como objetivo fortalecer a candidatura em regiões da Baixada Fluminense e assegurar o apoio do PP.

A desistência de Lisboa traz novos desafios para a pré-campanha de Douglas Ruas, que já enfrenta pressões e desgastes devido a investigações policiais que envolvem membros e aliados de sua equipe. Dirigentes da federação têm demonstrado preocupação com o efeito das investigações sobre a candidatura e com o risco de novas operações durante o período eleitoral.

Além disso, essa situação complica o cenário para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e principal apoiador da chapa de Ruas. O Rio de Janeiro, berço da família Bolsonaro, é considerado uma região estratégica para Flávio, o que torna a desistência de Lisboa ainda mais significativa no contexto eleitoral.