O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que disputa a vice-presidência na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), se manifestou sobre a recente negativa da Polícia Legislativa da Câmara em conceder escolta durante a campanha eleitoral. A decisão gerou repercussão e provocou uma resposta irônica do parlamentar.
Em entrevista realizada na última quinta-feira (20), Gaspar afirmou que não fará apelos ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para reverter essa decisão. Ele destacou que está tranquilo e respeitará a escolha institucional. “Hugo Motta deve ter informações que não existe risco, daí fico tranquilo”, afirmou Gaspar, desdenhando da situação.
Gaspar, que se posiciona como um candidato firme na luta contra o crime organizado e a corrupção, ressaltou que continuará trabalhando nas ruas, mesmo sem a proteção solicitada. “Estarei nas ruas continuando meu combate ao crime organizado e à corrupção com minha coragem e a proteção de Deus”, disse, demonstrando determinação apesar dos obstáculos.
A negativa da Câmara foi embasada na alegação de que a candidatura a vice-presidente não se enquadra nos requisitos para a concessão de escolta a deputados. O pedido de Gaspar foi feito com a justificativa de que necessitava de proteção, assim como Flávio, que optou pela segurança da Polícia Legislativa do Senado ao invés da Polícia Federal (PF).
Entretanto, a PF informou que a proteção é reservada apenas aos candidatos a presidência, e Gaspar, por ser vice, não teria esse direito. Em um comunicado oficial, a Câmara explicou que o Ato da Mesa nº 213/2025 regula as circunstâncias que permitem a proteção, e a candidatura a vice-presidente não se encaixa nas definições necessárias. “A segurança dos candidatos à presidência será exercida por agentes da Polícia Federal, a partir da homologação da respectiva candidatura em convenção partidária”, acrescentou a nota.
Diante deste cenário, Gaspar enfrenta desafios adicionais em sua campanha, além da negativa de escolta, e busca fortalecer sua presença no cenário político para as eleições de 2026. Os desdobramentos dessa situação serão observados de perto, à medida que a corrida eleitoral avança.




