Casal é encontrado sem vida em sua residência
Belo Horizonte vive um momento de perplexidade após a descoberta dos corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Ambos foram encontrados mortos em seu apartamento de luxo no bairro São Pedro, na região Centro-Sul, na última terça-feira (30/6). As circunstâncias que cercam suas mortes ainda são obscuras e estão sendo minuciosamente investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Suspeita identificada, mas foragida
As autoridades confirmaram que uma suspeita foi identificada no caso, mas ainda não foi localizada. A mulher, que teria sido indicada para trabalhar na residência do casal, foi vista entrando no edifício no dia do crime. Imagens de câmeras de segurança mostram que ela deixou o local com uma bolsa, que o filho de Maria Clotilde reconheceu como pertencente à mãe.
Quem eram as vítimas?
Cláudio Atala Inácio era uma figura proeminente em Belo Horizonte, cofundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, atuando nas áreas de Direito Empresarial e Direito do Trabalho. Sua esposa, Maria Clotilde, também era conhecida na capital mineira, sendo proprietária de uma loja e ex-atleta. O casal tinha um papel ativo na sociedade local e era bem respeitado entre os moradores da região.
Desaparecimento e descoberta dos corpos
O desaparecimento do casal foi notado pelo filho, que não conseguiu contato com eles desde a manhã de segunda-feira (29). Preocupado, ele decidiu verificar o apartamento, onde fez a chocante descoberta. A Polícia Militar foi acionada e constatou que não havia sinais de arrombamento. Maria Clotilde foi encontrada caída na sala, enquanto Cláudio estava sobre a cama no quarto, ambos com evidências de violência.
Detalhes das mortes
A investigação revelou que o casal foi brutalmente assassinado, com Cláudio sofrendo 17 facadas e Maria Clotilde cerca de 7. Os corpos apresentavam sinais de defesa, sugerindo que o casal tentou reagir ao ataque. A polícia está trabalhando para esclarecer todas as circunstâncias em torno desse crime hediondo.
Desdobramentos da investigação
Imagens do circuito interno do prédio mostram a suspeita entrando no edifício às 7h30 e saindo cerca de oito horas depois com sacolas diferentes. Informações obtidas pela PM indicam que ela teria se deslocado para Ribeirão das Neves, onde já não estava ao serem realizadas buscas no endereço. A suspeita teria mencionado à tia que viajaria para o Espírito Santo um dia após o crime.
Desfecho e liberação dos corpos
Até o momento, ninguém foi preso em relação ao caso, e a Polícia Civil afirma que as investigações continuam, sem descartar qualquer linha de apuração. Os corpos do casal foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames e posteriormente liberados para os familiares, que ainda não divulgaram informações sobre o velório e sepultamento.




