O senador Flávio Bolsonaro, que concorre à presidência pelo PL, revelou em entrevista ao programa "Domingo Espetacular" que a decisão sobre uma eventual nomeação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para um cargo ministerial em seu governo depende da vontade do próprio ex-chefe do Executivo. Flávio enfatizou que o pai é uma figura essencial e sempre será um conselheiro em sua trajetória política.
Ao ser questionado pela jornalista Mariana Godoy sobre o papel de Jair em uma possível administração, Flávio declarou que nunca discutiu diretamente a ideia de uma posição ministerial com ele, mas reiterou que isso "vai depender da vontade dele". O senador expressou seu desejo de ter Jair ao seu lado durante a campanha, afirmando: "Em cada passo que dou na minha vida, penso nele em todos os segundos nessa campanha".
Flávio também mencionou a situação delicada do ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Ele chamou o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de "grande farsa" e se comprometeu a trabalhar pela anistia de Jair caso seja eleito.
No que diz respeito ao STF, o senador planeja indicar ministros que compartilhem de seus valores, afirmando que deseja nomear "homens e mulheres comprometidos em serem contra o aborto, contra as drogas e que não usem a caneta para fazer justiça com alguém". Vale destacar que três ministros do tribunal devem se aposentar durante o mandato do próximo presidente: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Flávio Bolsonaro também se comprometeu a classificar facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, como organizações terroristas. Em um tom combativo, ele declarou: "Preparem-se, porque a partir do ano que vem, vocês verão um presidente da República que vai lutar com tudo que tiver ao seu alcance para libertar o povo brasileiro das garras e das maldades desse governo paralelo". O senador prometeu que tomará medidas rigorosas contra o crime organizado.



