O cenário atual do PL em São Paulo está marcado por uma intensa disputa interna entre candidatos que buscam garantir uma fatia do fundo eleitoral da legenda. A ausência de grandes puxadores de voto para a Câmara dos Deputados neste ano tem causado inquietação entre os postulantes, que esperam definições sobre os valores que receberão.
Desde o último domingo (23/8), o partido ainda não havia divulgado a quantia destinada a cada candidato. Com um teto de R$ 3,2 milhões por candidato a deputado federal, as expectativas monetárias são altas. Segundo fontes ligadas ao partido, a direção parece favorecer candidatos que já possuem mandato, que deverão receber quantias maiores.
A indefinição em relação aos recursos tem gerado descontentamento entre os candidatos. Eles relatam que essa situação está prejudicando a organização de suas campanhas, dificultando a contratação de fornecedores e a programação de viagens pelo estado.
- Candidatos Promissores: Entre os que se destacam, estão vereadores como Lucas Pavanato e Zoe Martinez, que são vistos como apostas para puxar votos e, consequentemente, garantir valores significativos do fundão.
- Ala Próxima a Valdemar: Nomes da ala alinhada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como Márcio Alvino, também são citados como possíveis beneficiários das maiores doações do fundo eleitoral.
- Proximidade com os Bolsonaro: Candidatos como Gil Diniz e Renato Bolsonaro, ligados à família Bolsonaro, estão na lista de favoritos para receber os maiores valores pelo partido em São Paulo.
O PL enfrenta um desafio considerável neste pleito, pois não contará com alguns de seus principais campeões de voto da eleição anterior. Dos cinco deputados mais votados em 2022, quatro deles estão fora da sigla ou impedidos de concorrer. Entre os ausentes, destacam-se Carla Zambelli, que se encontra inelegível, e Eduardo Bolsonaro, que está em autoexílio nos Estados Unidos.
A situação é ainda mais complicada pela saída do ex-ministro Ricardo Salles, que optou por se filiar ao Novo e concorre ao Senado. Apenas o pastor Marco Feliciano permanece no PL entre os cinco mais votados de 2022, representando um desafio adicional para o partido na busca por votos e na definição de suas estratégias eleitorais.
Com um cenário tão instável, o PL paulista se vê forçado a encontrar soluções rápidas para não perder relevância nas eleições e garantir que seus candidatos estejam preparados para disputas acirradas.




