A concessionária Urbia Parques anunciou sua desistência da administração dos parques da Cantareira e Alberto Lofgren, localizados na zona norte de São Paulo. Essa decisão implica que os parques voltarão a ser geridos pelo governo, reintegrando-se ao Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo.

A publicação da resolução que formaliza esses procedimentos foi feita no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2/7). O contrato de concessão, assinado em 2022 pelo ex-governador João Doria, estabelecia que a Urbia seria responsável pela manutenção, operação e zeladoria dos parques por um período de 30 anos, com um investimento mínimo de R$ 45,5 milhões, sendo R$ 31 milhões a serem aplicados até 2028.

Em comunicado, a Urbia destacou que está avaliando, junto ao governo paulista, a possibilidade de uma nova licitação ou alterações contratuais, embora ainda não haja uma decisão definitiva sobre o futuro dos parques. Até que um novo contrato seja firmado, a empresa continuará gerenciando os serviços e a operação dos parques, garantindo a prestação de serviços aos visitantes.

Além do Cantareira e do Horto Florestal, a Urbia permanece responsável por outras seis áreas verdes na cidade, incluindo o famoso Parque Ibirapuera. A Secretaria de Parcerias e Investimentos do Estado enfatizou que seu foco é assegurar a continuidade dos serviços oferecidos, ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente e a adequada utilização pública dos parques.

Suspensão de Licitações Recentes

Vale destacar que no mês anterior, o governo paulista suspendeu a licitação que envolvia a concessão de seis parques urbanos da capital para a iniciativa privada. Entre os parques afetados estão o Parque Ecológico do Tietê, localizado na zona leste, e o Parque da Juventude, na zona norte. A abertura das propostas estava agendada para os dias 1º e 7 de julho, mas foi postergada devido a solicitações de interessados.

A nova data para a entrega e abertura dos envelopes ainda não foi divulgada. O modelo de concessão proposto contempla um contrato de 30 anos, exigindo um investimento total de R$ 150,4 milhões, sendo R$ 64,1 milhões previstos para os quatro primeiros anos. Os parques abrangidos na suspensão incluem:

  • Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns (zona norte)
  • Parque Estadual do Belém Manoel Pitta (zona leste)
  • Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart (zona leste)
  • Parque Vila Jacuí (zona leste)
  • Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu (zona leste)
  • Parque Itaim Biacica (zona leste)