Na última terça-feira, 21 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente sobre a situação no Mar Vermelho, afirmando que seu país está pronto para intervir militarmente caso o grupo Houthi, do Iémen, concretize a ameaça de um bloqueio naval.
Em coletiva de imprensa, ao lado do presidente do Líbano, Joseph Aoun, Trump destacou que, até o momento, a paralisação das rotas marítimas ainda não ocorreu, mas que os EUA estão preparados para agir se necessário. “Se algo assim acontecer, nós cuidaremos disso”, afirmou Trump.
Essa declaração surge em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio. Na segunda-feira, 20 de julho, os Houthis anunciaram um plano de bloqueio naval contra a Arábia Saudita, afirmando que a medida é uma reação ao cerco aéreo imposto pelo reino saudita sobre o Iémen. O grupo, que controla diversas regiões do Iémen desde 2014, possui domínio sobre a costa do Estreito de Bab el-Mandeb, uma importante rota comercial que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
Através dessa rota, a Arábia Saudita tem conseguido desviar embarcações do Estreito de Ormuz, uma área frequentemente alvo de tensões devido à presença do Irã, que também ameaçou um possível bloqueio em conjunto com os Houthis, dada a aliança entre os dois.
Especialistas do mercado de petróleo alertam que um fechamento dessa rota poderia gerar uma instabilidade significativa, afetando os preços do petróleo e do gás natural globalmente, além de encarecer produtos que dependem do transporte marítimo.
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita não tardou a responder, condenando a intenção dos Houthis e afirmando que tomará todas as medidas necessárias para proteger suas embarcações. O major Turki al-Malki, porta-voz da Coalizão para Restaurar a Legitimidade no Iémen, que combate os Houthis desde 2015, anunciou que os aliados da Arábia Saudita adotarão ações “firmes e resolutas” para garantir a segurança das rotas no Estreito de Bab el-Mandeb.




