Em uma decisão que promete impactar o setor farmacêutico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta terça-feira (21/07) que uma nova taxa será aplicada sobre medicamentos genéricos importados. A partir de 1° de agosto, esses produtos estarão isentos de tarifas por um período de dois anos, mas a partir de 2030, a taxa saltará para 200%.

Essa medida, segundo Trump, tem como objetivo incentivar o retorno da produção de medicamentos genéricos para o território americano. “A ideia é impor penalidades às empresas que não investirem em instalações e equipamentos adequados antes do prazo estipulado”, afirmou o presidente em suas redes sociais.

Após o período de isenção, os medicamentos sofrerão uma taxa de 100% por um ano, antes do aumento final para 200%. Trump justificou a política como uma forma de proteger a saúde da população americana e reforçou que as regras para medicamentos patenteados permanecerão inalteradas.

Este anúncio vem em um momento em que o governo dos EUA também está implementando outras tarifas comerciais. Apenas um dia antes, Trump havia determinado uma taxa de 50% sobre alguns produtos canadenses, citando um tratamento considerado “discriminatório” por parte do governo de Ottawa às exportações americanas.

Além disso, novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros começam a valer nesta quarta-feira (22/07). A Casa Branca estima que essa medida afetará aproximadamente 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, resultado de uma investigação do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais no Brasil.

Nos próximos dias, os EUA deverão também aplicar tarifas a cerca de 60 países, vinculadas a uma investigação sobre trabalho forçado, da qual o Brasil faz parte.

Implicações e Reações

A decisão de Trump gerou uma série de reações entre os representantes do setor industrial e farmacêutico. Especialistas temem que o aumento das tarifas possa elevar os preços dos medicamentos para os cidadãos americanos, dificultando o acesso a tratamentos essenciais.

Por outro lado, a medida é vista como um esforço do governo para estimular a produção nacional e garantir empregos nos Estados Unidos. O impacto real sobre a indústria e os consumidores será monitorado nos próximos meses à medida que as novas tarifas começarem a vigorar.