No mais recente embate entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump fez declarações contundentes sobre uma possível escalada militar, prometendo atacar alvos estratégicos, incluindo usinas de energia e pontes, caso Teerã não aceite iniciar negociações para um novo acordo de paz.

Durante uma entrevista à Fox News, Trump alertou que, na próxima semana, as operações militares se intensificarão. “As usinas de energia e as pontes estão na nossa mira. Vamos destruir tudo isso, a menos que eles voltem à mesa de negociações”, afirmou o mandatário americano, elevando ainda mais a tensão entre os dois países.

O presidente reafirmou que os ataques continuarão enquanto ele considerar necessário, enfatizando que, embora o Irã tenha capacidade de resistência, essa capacidade é limitada. “O tempo deles está se esgotando”, disse Trump, insinuando que a pressão sobre Teerã aumentará nas próximas semanas.

Essas declarações de Trump não são novidade, já que ele já havia feito ameaças semelhantes em abril, antes de um acordo temporário entre os países. Naquela ocasião, especialistas alertaram que bombardear alvos de infraestrutura civil poderia infringir normas do direito internacional humanitário, configurando crimes de guerra em determinados contextos.

Logo após as ameaças, os Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques aéreos em áreas do sul do Irã, marcando o quarto dia consecutivo de ofensivas. Esses ataques foram parte de uma estratégia mais ampla, que inclui o restabelecimento de um bloqueio naval em portos iranianos, especialmente ao redor do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o tráfego marítimo.

Os ataques têm como objetivo enfraquecer as capacidades militares do Irã, que têm sido utilizadas contra embarcações comerciais na região. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a restauração do bloqueio, que limita a movimentação de navios ligados ao Irã.

Além disso, Trump recuou de uma proposta anterior de implementar uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz, optando por buscar compensações através de acordos comerciais com países do Golfo. Ele garantiu que, apesar das mudanças na política fiscal, o bloqueio naval permanecerá em vigor, exceto para embarcações que não sejam iranianas.

A retomada do bloqueio e as ameaças de Trump surgem após um fracasso no cessar-fogo negociado entre as duas nações. Na segunda-feira, o governo iraniano reivindicou ter atacado dois petroleiros que estavam tentando atravessar o Estreito, alegando que as embarcações ignoraram avisos para interromper suas atividades.