Condenação severa em Belo Horizonte
Na última quarta-feira (12), um membro da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, recebeu uma pena de 67 anos de prisão por sua participação em um violento ataque a torcedores do Atlético-MG. O incidente ocorreu em novembro de 2021 e resultou na morte trágica de um jovem de apenas 20 anos, além de várias pessoas feridas.
A sentença de Samuel Paixão de Souza foi proferida pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, que presidiu o júri. O acusado não compareceu à audiência, o que levou à sua condenação por homicídio consumado triplamente qualificado, homicídio tentado triplamente qualificado e cinco homicídios tentados duplamente qualificados.
A emboscada e suas consequências
O ataque ocorreu no dia 28 de novembro de 2021, após um jogo entre Atlético-MG e Fluminense no Estádio Mineirão. Segundo a acusação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), membros da torcida organizada do Cruzeiro armaram uma emboscada contra torcedores rivais que retornavam para suas casas na linha de ônibus 6350. O plano incluía a interceptação do coletivo por meio de um veículo, onde aguardaram a chegada de outros integrantes do grupo.
Após cercar o ônibus, os agressores começaram a atacar os passageiros, utilizando pedras, bastões de sinuca, barras de ferro e pedaços de madeira. A situação se tornou caótica, com torcedores pedindo a liberação de idosos e crianças, mas os agressores ignoraram os apelos e continuaram a violência. O jovem Matheus de Freitas Ferreira, que não estava vestido com camisas de torcidas, foi entre os mais gravemente feridos e, após ser socorrido, não sobreviveu.
Prisão dos envolvidos
Após o atentado, a Polícia Militar conseguiu deter os suspeitos, que tentaram fugir. Dentro do veículo usado na emboscada, foram encontrados diversos itens, incluindo três bastões de madeira, explosivos caseiros, um soco inglês e fogos de artifício, evidenciando a premeditação e a gravidade do ato.
Processo judicial e desdobramentos
Samuel deveria ter sido julgado em 29 de julho, junto a outros três réus, mas seu julgamento foi separado devido a alegações de problemas de saúde. Os outros torcedores do Cruzeiro foram condenados a penas variando de 20 a 48 anos e seis meses. Essas condenações, vale ressaltar, já haviam sido objeto de um julgamento anterior, mas foram anuladas por irregularidades processuais, levando à reabertura do caso.
Conclusão
Este caso representa um triste episódio na história do futebol brasileiro, evidenciando os perigos da violência entre torcidas organizadas. A condenação de Samuel Paixão de Souza e os desdobramentos do caso geram reflexões sobre a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir atos de violência nas arquibancadas.




