No dia 6 de julho, o União Agrícola Barbarense, time de Santa Bárbara d'Oeste, São Paulo, divulgou uma nota de apoio ao árbitro Raphael Claus, alvo de críticas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As declarações de Trump surgiram após a expulsão do jogador Folarin Balogun, durante uma partida entre os Estados Unidos e a Bósnia, válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026.

A nota, assinada pelo presidente do clube, Daniel R. de Castro, expressa a solidariedade do União Barbarense ao árbitro, ressaltando sua integridade e experiência no futebol. "O União Barbarense é solidário ao árbitro Raphael Claus. Ele possui reputação ilibada e um currículo que inclui duas Copas do Mundo, final de Copa América e Sul-Americana e inúmeras finais no Brasil", diz o comunicado.

A polêmica começou quando a Casa Branca elaborou um dossiê questionando as decisões de Claus e pedindo a reversão do cartão vermelho aplicado a Balogun, o que foi atendido pela FIFA, permitindo que o jogador atuasse na partida contra a Bélgica.

Raphael Claus, que é um dos principais árbitros do Brasil e faz parte do quadro da FIFA desde 2015, foi elogiado pelo União Agrícola, que destacou sua conduta ética e excelência técnica. O clube não hesitou em apoiar um de seus conterrâneos, reforçando a importância de defender a integridade dos profissionais que compõem o futebol.

Além do apoio do União Barbarense, o árbitro também recebeu respaldo de Pierluigi Collina, chefe da comissão de arbitragem da FIFA, que elogiou a atuação de Claus e reafirmou a confiança nas suas decisões durante a Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se manifestou, defendendo o árbitro e ressaltando seu reconhecimento mundial como um dos melhores em atividade, afirmando que não há motivos para considerar Claus como "suspeito".

Assim, a defesa de Raphael Claus se torna um reflexo não apenas do apoio de seu clube local, mas também da valorização de sua carreira e integridade por parte de instituições do futebol global.