A Copa do Mundo de 2026, que ocorre em solo americano, mexicano e canadense, foi novamente marcada por polêmicas, desta vez envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação surgiu após uma solicitação de Trump ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para revisar a expulsão do atacante Folarin Balogun durante uma partida entre os EUA e a Bósnia e Herzegovina.
A expulsão de Balogun, ocorrida após uma revisão do VAR, gerou um intenso debate sobre a independência da Fifa e a possível influência política sobre o torneio. Após a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0, o atacante foi punido com cartão vermelho ao atingir o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic, o que, segundo as regras da Fifa, resultaria em uma suspensão automática para o próximo jogo.
Antes mesmo que Trump entrasse na discussão, seu secretário de Estado, Marco Rubio, criticou a decisão, alegando que a seleção americana havia sido prejudicada. Logo após, Trump fez contato com Infantino, insistindo na necessidade de reavaliar a punição. Como resultado, no domingo, o Comitê Disciplinar da Fifa anunciou uma suspensão por um ano da execução da punição, permitindo que Balogun jogasse contra a Bélgica nas oitavas de final.
Em declarações públicas, Trump defendeu seu pedido, afirmando que a falta não merecia uma expulsão e questionando a atuação do árbitro Raphael Claus, embora tenha enfatizado que não estava tentando influenciar o resultado do julgamento.
Em resposta, Infantino garantiu que a Fifa atuaria de forma independente, negando qualquer interferência política na decisão e reforçando que os processos disciplinares são conduzidos por órgãos autônomos.
A situação gerou reações internacionais, especialmente da Federação Belga, que expressou preocupações com a decisão de liberar Balogun, afirmando que contradiz os regulamentos da competição. Além disso, o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, criticou a revisão do VAR, levantando dúvidas sobre a validade da decisão final.
É importante notar que o Código Disciplinar da Fifa nunca havia sido usado para suspender uma punição automática durante uma Copa do Mundo, o que torna esse caso sem precedentes. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Conmebol saíram em defesa do árbitro Raphael Claus, destacando sua competência e integridade.
A controvérsia se insere em um contexto mais amplo de críticas à Copa do Mundo de 2026, que, apesar de ser uma realização conjunta, é vista por muitos como uma competição com forte viés americano. Quase 75% dos jogos serão realizados nos EUA, e decisões tomadas previamente têm refletido interesses políticos e comerciais do governo de Trump.
Por fim, apesar de Balogun ter participado do jogo, os Estados Unidos não conseguiram evitar uma derrota contundente de 4 a 1 para a Bélgica, resultando na eliminação precoce da equipe anfitriã. Trump permaneceu ausente durante toda a Copa, não comparecendo a nenhum dos jogos da seleção americana.




