O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão da conhecida Eloá Pimentel, teve uma leve melhora em seu estado de saúde, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (29/6) pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP). Exames de tomografia realizados recentemente mostraram uma diminuição do edema cerebral, mas a condição clínica do policial continua sendo considerada grave.
Ronickson está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica, onde permanece sedado e sob ventilação mecânica. A equipe médica continua a monitorar sua recuperação de forma intensiva. O tenente, que integra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), foi vítima de um ataque armado no último sábado (27/6), enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, localizada em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam várias vezes contra o policial antes de fugirem do local. As circunstâncias do ataque levantam questões sobre a premeditação do crime.
Investigação aponta planejamento no ataque
Segundo o major Marcos Verardino, da Polícia Civil, as investigações sugerem que o atentado foi cuidadosamente planejado. Ele afirmou que a corporação está reunindo dados e analisando as imagens de câmeras para entender melhor a motivação dos criminosos. Até o momento, duas prisões foram efetuadas relacionadas ao caso.
Um dos suspeitos, conforme a Polícia Militar, confessou ter auxiliado logisticamente os autores dos disparos, enquanto outro está sendo investigado por ter contribuído para a execução do crime. As autoridades continuam a trabalhar para identificar todos os envolvidos e esclarecer os detalhes do ataque.
Contexto familiar e histórico de violência
A história de Ronickson Pimentel é marcada por tragédias familiares, especialmente pelo assassinato de sua irmã, Eloá Pimentel, em 2008. Naquela ocasião, Lindemberg Alves Fernandes invadiu a residência de Eloá, mantendo-a e sua amiga Nayara em cárcere por mais de 100 horas. O desfecho do caso resultou na morte de Eloá, um evento que chocou o Brasil.
Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, pena que posteriormente foi reduzida. Atualmente, ele cumpre pena na penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo. A história de Eloá e seus trágicos desdobramentos foi revisitada no documentário “Caso Eloá: Refém ao Vivo”, lançado pela Netflix em 2025, que trouxe à tona novos detalhes sobre o crime e suas repercussões.




