Na última quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez declarações contundentes, responsabilizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas recentes tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em um vídeo veiculado durante uma participação no Flow Podcast, Flávio afirmou que, enquanto ele tentava mediar a situação nos EUA, Lula se dedicava a provocar o presidente Donald Trump.

Flávio destacou que o ex-presidente brasileiro fez mais de 62 declarações ou ações que atacavam ou desmereciam o governo norte-americano. Ele afirmou: "Lula provocou o tempo inteiro". A nova tarifa, que será de 25% sobre determinados produtos brasileiros, foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na quarta-feira, 15 de julho.

A medida é resultado de uma investigação que apontou que o Brasil estaria adotando práticas comerciais desleais que prejudicariam empresas dos EUA. As tarifas entrarão em vigor na próxima semana, no dia 22 de julho.

Após o anúncio, integrantes do governo Lula e aliados políticos manifestaram suas preocupações, sugerindo que essa decisão está ligada a uma narrativa que envolve a família Bolsonaro. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência publicou uma nota afirmando que as investigações resultaram de ações que foram impulsionadas por membros da família Bolsonaro, acusando-os de serem "falsos patriotas" que tomaram atitudes prejudiciais ao Brasil por motivos eleitorais.

O governo enfatizou a importância da defesa da soberania nacional, afirmando que isso deve ser um compromisso que transcende divisões políticas. "Proteger a nossa soberania é uma obrigação que deve estar acima de todos os partidos e tendências", ressaltou o comunicado oficial.

Além da tarifa de 25%, o Brasil aguarda os resultados de uma segunda investigação que pode resultar em uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos nacionais, relacionada à apuração sobre a exploração de trabalho forçado. Essa soma poderia elevar as taxas sobre os produtos brasileiros a impressionantes 37,5%, impactando setores significativos da indústria nacional.