Tarifas da Sabesp em Queda: O Impacto da Privatização

No último dia 3 de setembro de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), anunciou que as tarifas da Sabesp estão 15% inferiores ao que seriam caso a companhia ainda fosse estatal. Esta declaração foi feita durante uma visita às obras do Rodoanel Norte, em São Paulo, em um cenário de intensas disputas eleitorais, especialmente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que criticou a privatização da companhia de saneamento.

Tarcísio atribuiu a diminuição das tarifas a três fatores principais: a destinação de 30% do valor da venda da empresa para um Fundo de Apoio à Universalização, a alocação de 100% dos dividendos gerados pelo Estado a esse fundo, e uma mudança nas regras de revisão tarifária. Segundo o governador, o modelo anterior permitia que investimentos previstos fossem considerados na base tarifária antes mesmo de sua execução, prática que ele chamou de "forward lucro".

“Agora, as tarifas só incorporam investimentos que já foram realizados”, explicou Tarcísio. Ele também comentou sobre o reajuste tarifário aplicado após a privatização, informando que houve apenas uma correção que refletiu um ano e meio de inflação acumulada de cerca de 6%, e afirmou que isso não representa um aumento real nas tarifas. “Não houve um acréscimo real de tarifa”, garantiu.

Melhorias na Tarifa Social e Investimentos em Saneamento

O governador também destacou a ampliação das faixas de desconto da tarifa social. Além dos 50% de desconto previstos no contrato, novas faixas de 72% e 78% foram criadas, além de uma redução de 10% para consumidores em situação vulnerável.

Em relação aos investimentos em saneamento após a privatização, Tarcísio mencionou que a região de Perus, na zona norte de São Paulo, deverá alcançar 100% de cobertura em coleta e tratamento de esgoto até outubro, com a implementação de 41 km de rede coletora, um coletor-tronco e seis estações elevatórias. Ele também afirmou que, em Guarulhos, o tratamento de esgoto aumentou de 2% para 45% e deve alcançar 78% até o final do ano.

Resposta às Críticas

Sobre as críticas feitas por Fernando Haddad, Tarcísio optou por não revidar. “É uma campanha de baixo nível. Eu não sigo esse caminho”, disse. “A resposta virá nas urnas e quem irá decidir será o eleitor de São Paulo.”