No cenário político de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, manifestou-se nesta quinta-feira (3 de setembro de 2026) sobre as críticas feitas por seu concorrente, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT. Durante uma visita a obras do Rodoanel Norte, Tarcísio afirmou que a resposta às alegações de Haddad será dada nas urnas pelos eleitores.

Tarcísio não hesitou em criticar os indicadores fiscais da administração de Haddad à frente do Ministério da Fazenda, descrevendo-a como a “pior gestão fazendária da história”. Ele destacou sua crença de que o eleitorado paulista reconhecerá essa situação nas próximas eleições: “A resposta para ele vai vir nas urnas e quem vai dar é o eleitor de São Paulo”.

Em relação às críticas que Haddad fez sobre o processo de privatização da Sabesp, o governador se defendeu ao afirmar que houve uma redução de 10% nas tarifas para os consumidores mais vulneráveis. Ele também mencionou que a tarifa média está 15% abaixo do que seria se a empresa permanecesse sob controle público. Para fundamentar sua argumentação, Tarcísio listou três fatores essenciais que contribuíram para essa redução:

  • O depósito de 30% do valor da venda em um Fundo de Apoio à Universalização, destinado a amortizar tarifas;
  • O reinvestimento de 100% dos dividendos do Estado, que continua sendo o maior acionista;
  • Uma mudança nas regras que incorpora os investimentos à base tarifária apenas após sua execução.

O governador também foi questionado sobre o reajuste tarifário que leva em consideração a inflação. Ele explicou que tal ajuste está previsto em contrato e não se trata de um aumento real das tarifas. “Você acha que a tarifa vai ficar congelada eternamente? Não tem como, senão você perde a capacidade de investimento”, afirmou Tarcísio, reforçando a necessidade de manter a sustentabilidade financeira da empresa.

Quando indagado sobre os ataques pessoais que recebeu, incluindo ser chamado de “mentiroso”, o governador não poupou críticas, classificando a postura de Haddad como uma “campanha de baixo nível”. Ele reafirmou seu compromisso com um discurso voltado para o futuro, enfatizando “estou falando de futuro, de esperança, de entrega, de investimento em periferia”.

Assim, a disputa entre Tarcísio e Haddad se intensifica com promessas e críticas mútuas, enquanto os eleitores de São Paulo se preparam para decidir nas urnas quem liderará o Estado nos próximos anos.