Belo Horizonte – A empresa Suggar Eletrodomésticos anunciou, neste sábado (8/8), que está registrando informações dos residentes afetados pelo incêndio devastador que atingiu uma de suas fábricas na capital mineira. A companhia está se comunicando com a comunidade vizinha à unidade e, nos próximos dias, disponibilizará apoio médico e psicológico aos que necessitarem.

A Suggar esclareceu que está aguardando a finalização das atividades da Defesa Civil para determinar os próximos passos a serem seguidos. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) continua no local, focado nas operações de rescaldo do incêndio, que começou na madrugada de sexta-feira (7) e ainda persiste mais de 24 horas depois.

Interdições e Preocupações Estruturais

A Defesa Civil está acompanhando a situação, uma vez que o incêndio causou danos significativos na estrutura da fábrica, levantando preocupações sobre a segurança dos imóveis adjacentes. A Suggar informou que está prestando assistência às pessoas impactadas, mas não forneceu detalhes sobre o número de imóveis afetados ou de moradores diretamente atingidos pelo incidente.

Em relação à segurança da instalação, o Corpo de Bombeiros revelou que a fábrica não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), um documento essencial que garante conformidade com as normas de segurança contra incêndio. O tenente Henrique Barcelos destacou que, embora houvesse um projeto de combate a incêndio aprovado, as medidas necessárias para obter o AVCB não foram implementadas oportunamente, uma situação que já era monitorada desde 2022. Em inspeção realizada naquele ano, foi verificado que as providências de segurança não haviam sido adotadas, levando a uma notificação à empresa.

Dificuldades na Combate ao Incêndio

Durante as operações contra as chamas, os bombeiros relataram dificuldades com o sistema de hidrantes da fábrica, que não funcionou adequadamente. O tenente Barcelos confirmou que as equipes não conseguiram utilizar o hidrante disponível na instalação durante o combate ao fogo. A Suggar, por sua vez, afirmou que os sistemas de segurança contra incêndio haviam sido inspecionados por uma empresa técnica independente em julho deste ano, alegando que todos os equipamentos, incluindo os hidrantes, estavam em conformidade e funcionando.

A fabricante declarou ainda que o processo de obtenção do AVCB estava em andamento e que, conforme a legislação estadual, a falta desse documento não impede o funcionamento da unidade enquanto não houver risco iminente.

Incêndio e Mobilização de Recursos

O incêndio teve início por volta da 0h50, na fábrica situada na Rua Professor Otílio Macedo, no bairro Pilar, Região Oeste de Belo Horizonte. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram o galpão, que serve como depósito de materiais, em chamas, o que levou ao colapso do telhado e de outras estruturas. Felizmente, não houve feridos. Para combater o incêndio, foram mobilizadas 11 viaturas e 21 bombeiros, que utilizaram espuma para conter as chamas, uma vez que o local abrigava materiais altamente inflamáveis. Um dos galpões foi preservado, evitando que o fogo se espalhasse para outras áreas da fábrica. As causas do incêndio ainda estão sob investigação.