O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou um luto oficial de três dias em decorrência do falecimento do ex-presidente da Corte, Octavio Gallotti. O comunicado foi feito pelo vice-presidente Alexandre de Moraes, que assume a presidência interinamente na ausência do ministro Edson Fachin.
Conforme a legislação, durante o período de luto, a Bandeira Nacional deverá ser hasteada a meio-mastro. Além disso, todas as celebrações e festividades programadas no âmbito do STF estão suspensas.
Octavio Gallotti faleceu no último domingo, 26 de julho, aos 95 anos de idade. Ele foi membro do STF de 1984 a 2000, presidindo a Corte entre 1993 e 1995. Deixa como legado sua filha, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Isabel Gallotti.
Nascido no Rio de Janeiro, Gallotti formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, atualmente conhecida como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua carreira começou no Ministério Público, e em 1973, ele tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), onde chegou a ser presidente no ano seguinte.
Em novembro de 1984, recebeu a nomeação para o STF pelo então presidente João Figueiredo, ocupando a vaga deixada pela aposentadoria de Pedro Soares Muñoz. Também foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1989 e 1991 e ocupou a vice-presidência do STF antes de assumir a presidência da Corte nos anos 90. Durante seu período na presidência, exerceu interinamente a função de Presidente da República em duas oportunidades, quando o então presidente Itamar Franco estava fora do país.
Gallotti permaneceu no Supremo até outubro de 2000, quando se aposentou ao alcançar a idade-limite para o cargo. O velório do ex-ministro será realizado no Salão Branco do STF, aberto ao público, nesta segunda-feira, 27 de julho, das 10h às 16h. O sepultamento está programado para acontecer na terça-feira, 28 de julho, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.




