Após a divulgação de uma reportagem que levantou suspeitas sobre o acúmulo de cargos públicos por parte de Lucas Araújo Ferreira, um soldado da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), o advogado e militar se manifestou em uma nota oficial neste domingo (12). Ferreira negou qualquer irregularidade e esclareceu sua situação profissional.

De acordo com a nota, Lucas foi nomeado para o cargo de Soldado da Polícia Militar em 22 de maio de 2024. Posteriormente, em 11 de junho do mesmo ano, o resultado do concurso para Procurador Municipal de Luís Domingues foi homologado. Em agosto de 2024, ele também recebeu uma nomeação para o cargo de professor na cidade de Paço do Lumiar, mas destacou que não assumiu essa função ou recebeu qualquer remuneração, afirmando que não havia vínculo efetivo com o cargo.

Ferreira acrescentou que protocolou seu pedido de exoneração da PMMA em 26 de junho de 2026 e tomou posse como Procurador Municipal em 8 de julho de 2026. “Portanto, não houve acumulação ilícita de cargos públicos”, enfatizou. Ele se disse confiante nas investigações que serão realizadas pelos órgãos competentes e se colocou à disposição para mais esclarecimentos.

A reportagem que levantou a questão observou que a nomeação para o cargo de advogado ocorreu enquanto Ferreira ainda era militar ativo. Em geral, a administração pública requer a apresentação de documentos que comprovem a exoneração de vínculos incompatíveis durante a posse de novos cargos.

Documentos analisados indicam que, ao assumir a posição de advogado, Lucas apresentou sua documentação pessoal e profissional, mas não incluiu a declaração sobre acúmulo de cargos nem comprovantes de exoneração de outros vínculos na administração pública.

Em uma carta aberta publicada dois dias antes de sua posse como advogado, em 6 de julho, Ferreira anunciou que havia solicitado sua exoneração da Polícia Militar, expressando gratidão pela corporação e afirmando que estava prestes a iniciar um novo capítulo em sua carreira. “Um novo desafio está por vir”, afirmou.

A coluna que trouxe à tona a questão buscou esclarecimentos junto à Polícia Militar do Maranhão e às prefeituras envolvidas, mas até o momento não obteve respostas. O espaço continua aberto para novas informações.