Na manhã de sexta-feira, 31 de julho, um incidente alarmante ocorreu em um prédio residencial na CNG 8, em Taguatinga, quando uma explosão de gás resultou em um incêndio que feriu duas pessoas. O marceneiro Cleyton Batista, um dos feridos, relatou sua experiência heroica ao tentar ajudar uma moradora que pedia socorro.

Cleyton, que trabalha na loja localizada abaixo do apartamento afetado, ouviu os gritos de ajuda e imediatamente se dirigiu ao local. "Vi o fogo subindo e só tive tempo de proteger meu rosto. Acabei sofrendo queimaduras nos braços e um pouco na superfície do rosto", contou ele, que foi atendido no Hospital Regional de Taguatinga e liberado poucas horas depois.

A moradora, que estava sozinha com seu cachorro Thor no momento da explosão, também sofreu queimaduras, mas optou por não receber atendimento médico, conforme informações dos bombeiros.

Segundo relatos de testemunhas, o acidente foi precedido por duas explosões. A primeira aconteceu no instante em que a proprietária do apartamento acionou o fogão, momento em que Cleyton foi alertado sobre o vazamento de gás. Ao entrar no imóvel, ele notou um forte cheiro de gás, indicando que o vazamento já durava algum tempo.

"Quando abri a porta da cozinha, o fogo veio imediatamente em minha direção. O cheiro de gás estava intenso no apartamento, o que me leva a crer que o vazamento não era recente", explicou Cleyton, que se mostrou aliviado por ter agido rapidamente, evitando uma tragédia maior.

A explosão e o subsequente incêndio causaram danos significativos ao apartamento, com a cozinha praticamente destruída e outros cômodos afetados pelo forte odor de gás e manchas. A equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) chegou ao local por volta das 8h e conseguiu controlar o fogo em torno das 8h50.

O capitão Antônio José Oliveira Nascimento, membro do CBMDF, confirmou que a explosão decorreu do vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) de um botijão P-13, que gerou uma combustão ao ser acionado o fogão. Ele destacou que, apesar da gravidade da situação, o imóvel não sofreu danos estruturais significativos, apenas desplacamento do reboco.

Cleyton, ao refletir sobre a experiência traumática, afirmou: "Foi um livramento. Poderia ter ignorado a situação, mas minha intuição me levou a ajudar". A bravura do marceneiro e a rápida ação dos bombeiros foram cruciais para evitar consequências ainda mais devastadoras.