No dia 10 de julho, um incidente aéreo quase resultou em uma colisão entre duas aeronaves comerciais que realizavam trajetos entre o Brasil e a Espanha, sobre o Oceano Atlântico. O fato foi revelado por um relatório preliminar da Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil da Espanha (CIAIAC), divulgado recentemente pelo site The Aviation Herald.
As duas aeronaves envolvidas eram um Airbus A321 da Iberia, que operava o voo IB140 com partida de Recife (PE) rumo a Madri, e um Boeing 787-9 da Air Europa, que realizava o voo UX57 de Madri para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ao todo, 472 pessoas estavam a bordo dos dois voos, sendo 133 passageiros e seis tripulantes na Iberia e 321 passageiros e 12 tripulantes na Air Europa.
O incidente ocorreu por volta de 1h23 (horário local) na área oceânica correspondente à Região de Informação de Voo das Ilhas Canárias, próximo à costa do Saara Ocidental, enquanto as aeronaves voavam pela aerovia N857 em direções opostas e a uma altitude de aproximadamente 11 quilômetros, ou FL360.
De acordo com o relatório, o primeiro aviso recebido pelas tripulações foi um Traffic Advisory (TA), que alertou sobre a proximidade da outra aeronave. Posteriormente, um Resolution Advisory (RA) foi emitido, orientando ambas as tripulações sobre como restabelecer uma distância segura entre os aviões. O Airbus da Iberia recebeu instruções para descer cerca de 152 metros (500 pés), enquanto o Boeing da Air Europa foi orientado a subir em torno de 122 metros (400 pés).
Após a execução das manobras de segurança, ambas as aeronaves continuaram suas rotas e pousaram sem incidentes. O relatório da CIAIAC destaca que não houve feridos ou danos materiais relacionados ao evento. O órgão classificou a situação como um incidente e já iniciou uma investigação para entender melhor as circunstâncias que levaram ao alerta.
Em nota, a CIAIAC enfatizou que as informações atualmente disponíveis são preliminares e podem sofrer alterações conforme o desenvolvimento das investigações. A segurança de voos comerciais continua sendo uma prioridade, e eventos como esse ressaltam a importância de sistemas de alerta avançados na aviação moderna.




